A proibição do estacionamento na rua Pedro Bicalho, divulgada pelo A Notícia há algumas semanas, repercutiu entre os leitores e abriu um novo debate sobre a mobilidade urbana em João Monlevade. Nas redes sociais do jornal, diversos moradores defenderam que medidas semelhantes também fossem avaliadas em outras vias de grande movimento, principalmente, na rua Louis Ensch, um dos principais acessos à região central.

Diante das manifestações, o A Notícia questionou o Serviço de Trânsito e Transportes (Settran) sobre a possibilidade de novas intervenções. Em resposta, o órgão informou que realiza estudos técnicos permanentes em diversas vias da cidade, incluindo as ruas Louis Ensch, no Alvorada; Geraldo Antônio, na região central e o entorno da Escola Estadual Luiz Prisco de Braga, no bairro de Lourdes.

Segundo o Settran, o monitoramento considera critérios como volume de veículos, capacidade das vias, fluidez e segurança viária. Caso os levantamentos apontem necessidade de mudanças, as intervenções serão adotadas com base em estudos de engenharia de tráfego.

Apesar disso, o órgão esclarece que não há, neste momento, definição de novas ruas onde o estacionamento será proibido. “Cada situação é analisada individualmente e eventuais alterações serão divulgadas previamente”, informou a administração.

Sobre a retirada das vagas na rua Pedro Bicalho, o Settran reafirma que a decisão foi técnica. Por ser uma via coletora, responsável por distribuir o fluxo para outras regiões da cidade, os estudos indicaram que o estacionamento comprometia a circulação de veículos e a segurança no local. A Prefeitura também informou que não há previsão de compensação das vagas eliminadas, uma vez que a prioridade é garantir a mobilidade urbana.

Estacionamento rotativo

Outro tema abordado pelo Settran foi a reimplantação do estacionamento rotativo. A Prefeitura confirmou que já iniciou os estudos técnicos para a futura licitação do serviço, que deve retornar em 2027. Porém, ainda não foram definidos o modelo de operação, as vias que serão contempladas nem a forma de cobrança. “Essas definições serão estabelecidas ao longo da elaboração dos estudos técnicos”, informa a administração.