Um encontro organizado pela Associação do Museu Memórias e Histórias de um Povo, celebrou lembranças de João Monlevade, proporcionou o reencontro entre amigos contemporâneos para preservar histórias, acabou ganhando também um significado de solidariedade. Na quinta-feira (17), cerca de 100 fraldas descartáveis arrecadadas durante o 3º Encontro de Moradores da Cidade Alta foram entregues ao Asilo São José, em João Monlevade.

O presidente da instituição, João Batista dos Santos, recebeu os materiais das mãos da presidente da associação, Walquíria Rodrigues, e do integrante Carlos Guimarães. As fraldas foram arrecadadas durante o encontro realizado no dia 5 de setembro, na Estância das Palmeiras, no bairro Tanquinho II.
O grupo “Guardiões do Passado” que interage através das redes sociais e do whatsapp, vem se consolidando como um ponto de encontro entre pessoas interessadas em preservar a memória da cidade. A proposta reúne diferentes gerações em torno de histórias que ajudam a compreender como João Monlevade foi construída ao longo do tempo.

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Segundo Walquíria, a campanha de arrecadação mostrou que essa relação com o passado também pode se transformar em ações concretas no presente. “Ao incluir a solidariedade entre as atividades do encontro, os participantes levaram para além das lembranças uma contribuição destinada a pessoas que vivem no Asilo São José”, afirma.

O gesto aproxima duas dimensões que muitas vezes caminham juntas quando se fala em memória: a preservação daquilo que uma comunidade viveu e o cuidado com as pessoas que fazem parte dela.
Nesse sentido, a entrega das fraldas representa mais do que uma doação. É também uma demonstração de que preservar a história de uma cidade não significa apenas guardar documentos, fotografias ou relatos. Significa reconhecer as pessoas que construíram essa trajetória e fortalecer os vínculos que mantêm uma comunidade unida.

O nome escolhido pelo grupo ganha, assim, um significado ainda mais amplo. Os “Guardiões do Passado” não apenas guardam e compartilham lembranças. Ao promover uma ação solidária, seus integrantes demonstram que a memória pode servir como instrumento de pertencimento, aproximação e cuidado.
A iniciativa também reforça a importância de encontros comunitários como espaços capazes de reunir diferentes histórias e transformá-las em novas experiências coletivas. O que começou como uma reunião de moradores para recordar a cidade acabou deixando uma marca no presente de outras pessoas.