A Prefeitura de João Monlevade não pretende, pelo menos por enquanto, implantar um pátio para estacionamento e triagem de carretas no município. A informação foi repassada ao vereador Zuza Veloso (Avante – foto) em resposta a um requerimento apresentado pelo parlamentar ao Serviço de Trânsito e Transportes (Settran).
O pedido de informações foi motivado pelas constantes reclamações relacionadas ao estacionamento de veículos pesados em vias públicas. Conforme o vereador, especialmente, nas proximidades da avenida Armando Fajardo e em bairros residenciais, sobretudo, conforme Zuza, enquanto os caminhoneiros aguardam operações de carga e descarga em empresas do município. Entre essas, a ArcelorMittal.
No documento encaminhado ao Legislativo, o Settran informa que João Monlevade não possui, atualmente, nenhuma área pública destinada ao estacionamento de carretas e caminhões vinculados às operações logísticas de empresas privadas.
O órgão também esclareceu que não existem estudos técnicos, planejamentos ou negociações em andamento entre a administração e a ArcelorMittal para a implantação de um pátio de espera para veículos de carga. Além disso, a resposta enviada ao vereador indica que a Prefeitura não prevê a criação de bolsões ou vagas específicas para a frota industrial na malha urbana da cidade.
Segundo o documento do Settran enviado ao vereador, o município continuará apenas com as ações de fiscalização e aplicação das regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro nas vias onde já existem restrições ao estacionamento de veículos pesados.
Ainda conforme o órgão, a responsabilidade pelo gerenciamento e acomodação das carretas é das próprias empresas e polos geradores de tráfego, uma vez que se trata de uma demanda ligada à logística privada.
Na tribuna da Câmara nesta semana, Zuza Veloso voltou a cobrar uma solução para o problema e novamente criticou a ausência de um espaço adequado para os caminhoneiros aguardarem o carregamento e descarregamento nas indústrias da cidade. Segundo ele, a proibição do estacionamento de carretas na avenida Armando Fajardo acabou transferindo o problema para os bairros. “O caminhoneiro não tem para onde ir”, afirmou o vereador, ao defender a categoria.
Conforme Zuza, a medida gera reclamações de moradores sobre danos ao pavimento e transtornos nas vias residenciais. Zuza também ressaltou a importância dos profissionais do transporte de cargas para a economia do país e defendeu a busca de alternativas que conciliem a mobilidade urbana com as necessidades do setor.



