A Justiça condenou o suspeito preso em junho pela Polícia Civil por aliciar crianças e adolescentes em João Monlevade. O anúncio foi feito nessa sexta-feira (16) pelo presidente da Câmara Municipal de João Monlevade, Fernando Linhares (Podemos), que é policial civil de profissão e participou da força-tarefa que o prendeu. Conforme informado por Linhares, o réu recebeu pena de 28 anos, dois meses e 27 dias de reclusão em regime inicial fechado, além de 54 dias-multa.

Linhares comemorou a decisão e não poupou palavras para descrever o agora condenado: “Graças a Deus, a Justiça foi feita. Menos um pedófilo, menos um criminoso, menos um vagabundo, menos um predador circulando pelas ruas. Agora, nossas crianças podem dormir mais tranquilas e nossas famílias podem respirar um pouco mais aliviadas. Quem ameaça a inocência e a segurança dos nossos filhos precisa ser responsabilizado com todo o rigor da lei”.

Relembre o caso

A prisão foi efetuada no dia 11 de junho, por uma força-tarefa da Delegacia de Polícia Civil de João Monlevade que o prendeu em Caeté, enquanto o procurado tentava fugir dentro de um ônibus que saíra de João Monlevade. O veículo foi interceptado por uma equipe da PC monlevadense, depois de Linhares receber uma informação e descobrir o intento de Fuga.

Conforme explicado em coletiva de imprensa no dia seguinte pelos delegados Bernardo de Barros Machado e Camila Batista Alves, ele usava redes sociais, jogos digitais e aplicativos de troca de mensagens para aliciar crianças e adolescentes. Ele também freqüentava eventos com grandes concentrações de menores, oferecendo pizza e açaí ou enviando vídeos de youtubers. A partir daí, ele coletava informações e pedia fotos e vídeos de pornografia infantil.

À época, a Polícia Civil trabalhava com três vítimas em João Monlevade, todas do sexo masculino. No entanto, tendo em vista os dispositivos eletrônicos apreendidos e que seriam periciados, a corporação trabalhava com a possibilidade de que a quantidade de menores vítimas passasse de uma centena em todo o Brasil, com idades entre dez e 15 anos.

O delegado Bernardo de Barros Machado usou de palavras duras para descrevê-lo: “um verdadeiro maníaco, um verdadeiro predador de crianças e adolescentes”. A delegada Camila Batista Alves apelou às famílias para a prevenção ao contato com pedófilos, e foi enfática: “Criança não tem direito à privacidade. A criança tem que ser monitorada o tempo inteiro”.