Quem circula diariamente por João Monlevade percebe quanto o trânsito está desafiador. Sobretudo, em alguns horários, cruzar a cidade exige doses altas de paciência e, muitas vezes, até sorte para chegar a tempo a compromissos. A frota de veículos aumentou, a cidade cresceu, mas o sistema viário, praticamente, é o mesmo de anos atrás. Dessa forma, a mobilidade em Monlevade dá sinais claros de esgotamento.

Nesta edição, o A Notícia traz situações sobre essa pauta. O Settran estuda novas intervenções para melhorar a fluidez do trânsito, mas um gargalo antigo, retorno do estacionamento rotativo, continua sem previsão.

Outro tema importante merece reflexão. Em entrevista, o diretor da Enscon, Eduardo Lara, fala da dificuldade dos ônibus para circular. Segundo ele, sem revisão da mobilidade, cumprir horários é um sonho impossível. E quando o transporte coletivo atrasa, não é apenas a empresa que perde. Perde o trabalhador que depende do horário, o estudante que chega atrasado à escola e toda a cidade se vê comprometida no tocante ao trânsito.
Fato é que não existe solução capaz de agradar a todos. Em alguns pontos, será preciso retirar vagas de estacionamento, reorganizar o tráfego, rever sentidos de circulação e modernizar a sinalização.

A cidade não precisa de decisões apressadas, mas também não pode viver eternamente de diagnósticos. Planejamento é importante, mas a coragem para colocá-lo em prática é ainda mais.

Melhorar a mobilidade urbana é mais do que organizar o fluxo de carros e ônibus. É, sobretudo, respeitar o tempo das pessoas e fazer João Monlevade funcionar melhor. A mobilidade pede ações para já.