A Prefeitura de João Monlevade anunciou, nesta semana, medidas para melhorar a qualidade do transporte coletivo. Entre as principais providências estão a alteração de linhas, a criação de uma nova ouvidoria, o reforço na fiscalização e a revisão dos veículos com elevadores. As mudanças chegam após a audiência pública realizada no último dia 3 de setembro pela Câmara Municipal, atendendo a pedido do vereador Revetrie Teixeira (MDB).

O encontro permitiu que o cidadão de João Monlevade expusesse todo o seu descontentamento com a situação do serviço de ônibus: longas esperas, poucas viagens, veículos apinhados, inconstância nos horários e elevadores defeituosos. Foram quatro horas de uma correnteza de reclamações e muita revolta do cidadão monlevadense, em particular, daquele mais pobre.

A audiência pública deixou evidente que o transporte coletivo em João Monlevade tem falhas e precisa de ser revisto. A Enscon, concessionária do serviço, foi alvo da maioria das queixas. Muitas delas, é verdade, do ponto de vista pessoal. Mas a Prefeitura também precisa ser chamada à sua responsabilidade. É o Poder Executivo, por meio do Serviço de Trânsito e Transportes (Settran), que define a quantidade de viagens, os horários e os percursos, além de fiscalizar a sua efetiva execução. A Enscon, como concessionária, é apenas uma executora: cabe à administração municipal ordenar e exigir o cumprimento de suas determinações.

O cidadão já reclama há décadas, é fato. E pouco, até agora, foi feito. Enquanto isso, os usuários do transporte aguardam no ponto sob sol e chuva, viajando apertado, perdendo compromissos por atrasos, entre outras mazelas. Depender de ônibus é saber exercitar a paciência.

O monlevadense espera que, desta vez, as intervenções no transporte público surtam efeito. João Monlevade precisa de mobilidade urbana de qualidade, eficiência e precisão, que garantam o direito à locomoção ágil. Já não é mais possível seguir com um serviço de ônibus que deixa o cidadão, muitas vezes, “a pé”.