A Prefeitura de João Monlevade já sinalizou que reimplantará o estacionamento rotativo na região central da cidade em 2027. Segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), já aprovada pela Câmara Municipal, devem ser 1,3 mil vagas com cobrança. Todavia, essa previsão não concretiza, por si só, a instalação do estacionamento alternado.
O vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de João Monlevade, Luiz Carlos Valente, defende que o estacionamento rotativo é uma boa medida, mas deve ser restrito apenas às principais avenidas da região central, a Getúlio Vargas e a Wilson Alvarenga, aquelas que concentram a maior parte do comércio de rua na cidade. Valente acredita que a extensão da tarifa para as vias mais afastadas, que servem como válvula de escape, acabará por prejudicar as comunidades vizinhas: “Uma coisa é cobrar na avenida, outra é cobrar em outras ruas, como perto do Colégio Kennedy, por exemplo”.
O vice-presidente da CDL defende que o estacionamento rotativo deve ser uma medida de disciplina, e não apenas para arrecadar fundos. “O rotativo como renda é errado”, opinou. Ele acredita que a alternância pode evitar que lojistas e profissionais usem as vagas durante todo o dia, ocupando o espaço que poderia ser usado por um cliente. Valente ainda advoga que a gestão municipal deve providenciar estudos e uma consultoria antes de determinar quais serão as intervenções no trânsito.
Luiz Carlos Valente sugere ainda a cobrança de preços diferenciados, de acordo com o ponto da cidade em que o motorista deixa o seu automóvel. Ele informa que a Câmara de Dirigentes Lojistas não foi procurada pela Prefeitura de João Monlevade para discutir a implantação do estacionamento rotativo.


