Detona
O presidente Fernando Linhares (Podemos) não economizou palavras ao detonar parte do secretariado municipal. Sem citar nomes, ele disse que há secretários que estariam boicotando vereadores e “vendendo” como próprias, as ações e conquistas, fruto de pedidos e requerimentos dos parlamentares.
Eleições antecipadas?
Linhares foi além ao afirmar que alguns desses secretários já estariam, inclusive, pedindo votos para 2028. A declaração é grave e deve ser apurada. A denúncia deixou no ar a pergunta: começou a campanha? É correto secretários valer-se de cargos para obterem vantagens eleitorais?
Falta d’água
A falta d’água voltou a ser tema quente na Câmara. O vereador Alysson Enfermeiro (Avante) contou que, durante visita ao Vila Tanque, bairro onde nasceu, chegou a temer apanhar diante da revolta dos moradores. Zuza Veloso (Avante) também relatou pressão parecida no bairro Planalto e vários telefonemas de moradores de outros bairros, quando ouviu um coro de queixas. Ambos avisaram que, enquanto o problema persistir, vão cobrar soluções, toda semana, sem trégua. Problema antigo e de difícil solução.
Na tribuna
Quem ouve muitos vereadores falando do atual governo, até imagina que eles estão em “pé de guerra”. Coisas do parlamento. Quando sobem à tribuna, muitos aumentam o tom, esbravejam e apontam dedos. Depois, nos bastidores, ou mesmo cara a cara, a conversa é outra. Aí, parece até que são grandes amigos. Coisas da política!
Rodoviária
A Prefeitura de João Monlevade tem o projeto de encerrar o atual Terminal Rodoviário, inaugurado em 2004 no bairro Santo Hipólito, e transformá-lo numa sede definitiva para o Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil e Samu. No entanto, esse é apenas um intento ainda bastante incipiente, conforme A Notícia vem apurando. O Executivo mantém um contrato para gestão do terminal, e seria preciso acertar um acordo antes de iniciar a reforma.
Ponto eletrônico
Os servidores públicos de João Monlevade terão que bater o ponto em novo sistema eletrônico. O município abriu uma licitação para comprar os aparelhos de coleta de ponto, e deve iniciar a cobrança de frequência dos funcionários municipais já no início do ano que vem. O A Notícia apurou que o controle de presença é uma demanda do Ministério Público, e deverá ser exercido sobre todas as repartições e categorias profissionais.
Contratados
O anúncio de que professores contratados pela rede municipal não poderiam receber como os de nível P6, reservado aos efetivos com pós-graduação, esquentou os debates na Câmara Municipal. Belmar Diniz (PT) aproveitou para criticar a secretária de Educação, Alda Fernandes, com quem tem claras diferenças, pela forma como a comunicação aos profissionais foi feita. Depois, ele negou que estivesse atacando o governo do qual foi líder. Tempo quente.
