A Prefeitura de João Monlevade poderá encerrar 2026 com uma arrecadação cerca de R$50 milhões abaixo do previsto no orçamento. A estimativa foi apresentada durante Audiência Pública realizada pela Câmara Municipal na segunda-feira (28), para prestação de contas do segundo quadrimestre do ano, e acende um alerta para a execução financeira do município nos próximos meses.
De acordo com os dados apresentados pela Secretaria Municipal de Fazenda, até o mês de agosto, a receita efetivamente arrecadada estava aproximadamente R$19 milhões abaixo da previsão para o período. Para todo o exercício de 2026, o orçamento municipal estima uma arrecadação de cerca de R$ 533 milhões.
Durante a audiência, o servidor da Secretaria de Fazenda Adilson Arlindo Carlos informou que, mantido o comportamento observado até agora, a expectativa técnica é de que a diferença entre o que foi previsto e o que efetivamente vai entrar nos cofres municipais chegue a aproximadamente R$50 milhões até o final do ano.
Contenção de despesas em discussão
A possibilidade de redução ou contenção de despesas foi um dos pontos que chamou atenção durante a apresentação. A economista da Prefeitura, Érika Rabelo, afirmou que a arrecadação vem sendo acompanhada mensalmente e que a administração já está tomando decisões levando em consideração a disponibilidade financeira de cada fonte de recurso.
Segundo Érika, as contas municipais permanecem em equilíbrio neste momento. No entanto, a Prefeitura não descarta a adoção de medidas de contenção de despesas, como já ocorreu no ano passado. Como exemplo, as secretarias municipais passaram a adotar mais cautela na solicitação de despesas, com orientação para priorizar aquilo que seja considerado essencial.
A situação, portanto, não significa que o município já tenha determinado um corte de R$ 50 milhões nos gastos. O valor corresponde à estimativa de frustração de receita. Conforme apresentado, a eventual necessidade de redução de despesas dependerá da evolução da arrecadação e das decisões que forem tomadas pela administração para preservar o equilíbrio das contas.
Projetos para 2027
O cenário de queda na arrecadação também foi questionado pelos vereadores Bruno Cabeção (Avante) e Thiago Titó (MDB) em relação a projetos que tramitam na Câmara e tratam da reorganização da Secretaria Municipal de Assistência Social e da criação de cargos.
Érika Rabelo explicou que os projetos têm impacto financeiro previsto a partir de 2027 e que o encaminhamento antecipado à Câmara está relacionado à elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA).
Segundo ela, a aprovação dos projetos não significa que as despesas serão automaticamente executadas. A implementação dependerá da existência de disponibilidade financeira e orçamentária.
Parte das medidas, conforme esclarecido pela economista, está relacionada ao cumprimento de determinações do Ministério Público e à reorganização de políticas públicas. Já os cargos previstos para a Assistência Social foram apresentados como necessários diante das novas atribuições da secretaria.
Audiência
A audiência pública foi realizada para apresentação do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) referente ao segundo quadrimestre de 2026, em cumprimento às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal. O instrumento permite o acompanhamento da situação fiscal do município pelo Legislativo e pela população.
Os dados foram apresentados por Adilson Arlindo Carlos, da Secretaria Municipal de Fazenda. Também participaram a secretária de Fazenda, Karine César; a economista Érika Rabelo e a controladora interna, Angélica Drumond. Estavam presentes o presidente da Comissão de Finanças da Câmara, Vanderlei Miranda (Podemos); e os vereadores Carlinhos Bicalho (PP), Maria do Sagrado (PT), Revetrie Teixeira (MDB), Zuza do Socorro (Avante), Sinval da Luzitana (PL) e Belmar Diniz (PT), além de Titó e Bruno Cabeção.
A Prefeitura de João Monlevade poderá encerrar 2026 com uma arrecadação cerca de R$50 milhões abaixo do previsto no orçamento. A estimativa foi apresentada durante Audiência Pública realizada pela Câmara Municipal na segunda-feira (28), para prestação de contas do segundo quadrimestre do ano, e acende um alerta para a execução financeira do município nos próximos meses.
De acordo com os dados apresentados pela Secretaria Municipal de Fazenda, até o mês de agosto, a receita efetivamente arrecadada estava aproximadamente R$19 milhões abaixo da previsão para o período. Para todo o exercício de 2026, o orçamento municipal estima uma arrecadação de cerca de R$ 533 milhões.
Durante a audiência, o servidor da Secretaria de Fazenda Adilson Arlindo Carlos informou que, mantido o comportamento observado até agora, a expectativa técnica é de que a diferença entre o que foi previsto e o que efetivamente vai entrar nos cofres municipais chegue a aproximadamente R$50 milhões até o final do ano.
Contenção de despesas em discussão
A possibilidade de redução ou contenção de despesas foi um dos pontos que chamou atenção durante a apresentação. A economista da Prefeitura, Érika Rabelo, afirmou que a arrecadação vem sendo acompanhada mensalmente e que a administração já está tomando decisões levando em consideração a disponibilidade financeira de cada fonte de recurso.
Segundo Érika, as contas municipais permanecem em equilíbrio neste momento. No entanto, a Prefeitura não descarta a adoção de medidas de contenção de despesas, como já ocorreu no ano passado. Como exemplo, as secretarias municipais passaram a adotar mais cautela na solicitação de despesas, com orientação para priorizar aquilo que seja considerado essencial.
A situação, portanto, não significa que o município já tenha determinado um corte de R$ 50 milhões nos gastos. O valor corresponde à estimativa de frustração de receita. Conforme apresentado, a eventual necessidade de redução de despesas dependerá da evolução da arrecadação e das decisões que forem tomadas pela administração para preservar o equilíbrio das contas.
Projetos para 2027
O cenário de queda na arrecadação também foi questionado pelos vereadores Bruno Cabeção (Avante) e Thiago Titó (MDB) em relação a projetos que tramitam na Câmara e tratam da reorganização da Secretaria Municipal de Assistência Social e da criação de cargos.
Érika Rabelo explicou que os projetos têm impacto financeiro previsto a partir de 2027 e que o encaminhamento antecipado à Câmara está relacionado à elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA).
Segundo ela, a aprovação dos projetos não significa que as despesas serão automaticamente executadas. A implementação dependerá da existência de disponibilidade financeira e orçamentária.
Parte das medidas, conforme esclarecido pela economista, está relacionada ao cumprimento de determinações do Ministério Público e à reorganização de políticas públicas. Já os cargos previstos para a Assistência Social foram apresentados como necessários diante das novas atribuições da secretaria.
Audiência
A audiência pública foi realizada para apresentação do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) referente ao segundo quadrimestre de 2026, em cumprimento às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal. O instrumento permite o acompanhamento da situação fiscal do município pelo Legislativo e pela população.
Os dados foram apresentados por Adilson Arlindo Carlos, da Secretaria Municipal de Fazenda. Também participaram a secretária de Fazenda, Karine César; a economista Érika Rabelo e a controladora interna, Angélica Drumond. Estavam presentes o presidente da Comissão de Finanças da Câmara, Vanderlei Miranda (Podemos); e os vereadores Carlinhos Bicalho (PP), Maria do Sagrado (PT), Revetrie Teixeira (MDB), Zuza do Socorro (Avante), Sinval da Luzitana (PL) e Belmar Diniz (PT), além de Titó e Bruno Cabeção.


