A realização de operações das forças de segurança movimentou João Monlevade e cidades da região nesta semana, evidenciando o avanço de investigações contra crimes que vão desde extorsão sexual até tráfico de drogas, armas e exploração sexual infantojuvenil.
Na manhã de ontem (19), a Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou uma operação simultânea em João Monlevade e Nova Era para combater a extorsão de caráter sexual. Três pessoas foram presas sendo duas em Nova Era e uma em Monlevade. Os homens são suspeitos de divulgarem imagens íntimas de vítimas e exigir dinheiro em troca da não exposição. Durante a ação, foram apreendidos celulares e um veículo de luxo.
A operação foi conduzida pela 4ª Delegacia Regional da Polícia Civil, com apoio da Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos de Belo Horizonte. Segundo as investigações, pelo menos uma das vítimas é uma mulher maior de idade.
Já na terça-feira (17), a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão em Itabira, em investigação relacionada ao armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil. A ação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
O inquérito foi instaurado para apurar a prática do delito de disponibilizar conteúdo pornográfico envolvendo criança ou adolescente. A investigação teve início após o recebimento de um dossiê da Polícia Federal, com dados oriundos da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) e de polícias europeias no contexto da Operação Tier Down.
A rede criminosa foi identificada por meio de grupos no aplicativo ‘Telegram’ e sites de transmissões ao vivo que distribuíam vídeos e imagens de abuso sexual. No caso específico de Itabira, o cruzamento de dados telemáticos permitiu a identificação de um suspeito de 21 anos. Foram identificados inúmeros arquivos ilícitos, contendo vídeos de abusos aparentemente de crianças entre 7 e 10 de idade, armazenados em contas de nuvem vinculadas ao investigado.
Polícia Federal
Também na quinta-feira (19), a Polícia Federal realizou a operação “Umbra” em João Monlevade. A ação teve como foco o combate à comercialização e disseminação de material de abuso sexual infantojuvenil em redes sociais e aplicativos de mensagens. Foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, com a coleta de dispositivos eletrônicos que passarão por perícia.
No dia anterior, quarta-feira (18), a Polícia Federal também esteve na mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, como parte da operação “Dry Fall”. A ação integra uma investigação de alcance nacional que apura a atuação de organização criminosa envolvida com tráfico interestadual de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. No local, foi cumprido um mandado de prisão, além de outro de busca e apreensão na residência do investigado.
Ainda dentro da mesma operação, João Monlevade também foi alvo de mandados judiciais, reforçando o caráter regional da ofensiva. De acordo com a Polícia Federal, as investigações são preliminares, mas apontam para crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.
A sequência de ações evidencia a intensificação do trabalho integrado entre forças estaduais, federais e organismos internacionais no enfrentamento a crimes complexos, muitos deles praticados em ambiente digital. As investigações seguem em andamento, e novas fases das operações não estão descartadas.

