O trânsito em João Monlevade vive um momento que exige atenção redobrada do poder público e da população. Cresce o uso de bicicletas elétricas como alternativa prática e sustentável de mobilidade urbana, sobretudo entre jovens, ao mesmo tempo em que persistem desafios históricos relacionados à circulação de veículos pesados. Soma-se a esse cenário um dado preocupante: os acidentes envolvendo motocicletas têm ocorrido quase diariamente na cidade.
Embora as bicicletas elétricas representem uma opção moderna e ecológica, o uso sem orientação adequada tem gerado situações de risco. Casos de ciclistas trafegando na contramão, desrespeitando a sinalização e regras básicas de trânsito tornaram-se frequentes, colocando em perigo pedestres, motoristas e os próprios condutores, muitos desses jovens. A imprudência e a inexperiência entre jovens contribuem para o agravamento do problema.
Paralelamente, as motocicletas seguem entre os veículos mais vulneráveis no trânsito urbano. As ocorrências frequentes envolvendo motos, muitas delas com feridos graves, reforçam a necessidade de condução responsável e de mais atenção por parte de todos os usuários das vias.
O Setor de Trânsito e Transportes (Settran) já realiza estudos técnicos para melhorar a mobilidade urbana. Entre essas, avaliar o tráfego de veículos pesados no perímetro urbano municipal. Segundo a Prefeitura, as ações que vierem a ser adotadas terão como objetivo aumentar a segurança viária e garantir mais fluidez no trânsito, incluindo a possibilidade de ampliar as restrições ao estacionamento de carretas.
Desde o fim do ano passado, o estacionamento de carretas na avenida Armando Fajardo já está proibido, o que, segundo a administração, contribuiu para a melhoria do fluxo de veículos na região. A segurança no trânsito é prioridade. A realidade da mobilidade urbana precisa melhorar.

