A Secretaria Municipal de Saúde de João Monlevade representou o município no I Seminário Estadual Itinerante sobre Sífilis, realizado na última terça-feira (30) em Itabira. O evento foi promovido pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em parceria com a Gerência Regional de Saúde (GRS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), instituições que convidaram o município a apresentar sua experiência no enfrentamento da doença.
A enfermeira da Prefeitura e referência técnica em IST – Aids, Driele Pereira, representando o Serviço de Atendimento Especializado (SAE) e o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), apresentou durante o evento os dados epidemiológicos do município e as estratégias adotadas no enfrentamento da doença.
Segundo Driele, o convite reflete o reconhecimento do trabalho realizado pelo município na ampliação do diagnóstico e do tratamento da sífilis. “João Monlevade se destaca por investir em estratégias que ampliam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Nossos números refletem uma maior capacidade de identificar os casos, já que ofertamos testes rápidos de forma ampla, especialmente para as gestantes, que são testadas mensalmente durante o pré-natal. Além disso, desde 2021, todas as Unidades Básicas de Saúde disponibilizam o tratamento com penicilina benzatina (Benzetacil), permitindo que o paciente inicie o tratamento imediatamente após o diagnóstico. Essa descentralização do atendimento foi um dos principais diferenciais apresentados no seminário e um dos motivos que levaram o município a ser convidado para compartilhar sua experiência”, afirmou a enfermeira.
Também participaram do seminário integrantes do Comitê de Enfrentamento da Sífilis de João Monlevade: o farmacêutico responsável pelo SAE – CTA, Lorenzo Bandeira; a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Patrícia Silva; a enfermeira do Hospital Margarida, Kelly Lage; e a ginecologista Valéria Jacinto Moreno, que abordou o manejo clínico da sífilis durante o evento.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, além da oferta ampliada de testes rápidos e da descentralização do tratamento, o município mantém ações permanentes de vigilância e acompanhamento dos casos, com foco no diagnóstico precoce, no início oportuno do tratamento e na busca ativa dos pacientes, medidas apontadas como fundamentais para reduzir a transmissão da doença e prevenir a sífilis congênita.



