Durante as discussões sobre a falta de vagas nas creches, o vereador Alysson Barcelos (Avante) defendeu na Tribuna da Câmara, que o município avalie alternativas complementares para ampliar o atendimento às famílias. Segundo ele, cerca de 300 crianças ainda aguardam vagas em creches na cidade.

O parlamentar citou como exemplo o modelo “Rede Parceira”, implantado em Belo Horizonte, no qual escolas parceiras e entidades filantrópicas recebem subsídio da Prefeitura para atender crianças em suas próprias estruturas. “Assim, a Prefeitura não precisa construir novas creches e ou aguardar recursos, licitação e obras para atender às crianças”, disse.

Sobre o assunto, o vereador Belmar Diniz afirmou ao A Notícia que o programa implantado na capital mineira tem ajudado a reduzir significativamente a demanda por vagas na educação infantil. Segundo ele, o modelo funciona por meio de uma parceria público-privada entre o município e creches particulares. “O programa Rede Parceira que Belo Horizonte implantou ajuda muito a sanar a demanda de lá. É uma parceria público-privada entre a prefeitura e creches particulares”, destacou.

Belmar avaliou ainda que, em João Monlevade, um dos entraves para implantação do sistema pode ser a falta de interesse das instituições privadas em aderirem ao modelo. “O problema de Monlevade, na minha opinião, é o desinteresse das escolas particulares em fazer essa parceria”, afirmou.

O vereador também lembrou que a proposta já chegou a ser debatida anteriormente no município, durante a gestão do ex-prefeito Teófilo Torres (PSDB). “Me lembro que, na época do Teófilo, houve a tentativa de implantação desse projeto, mas não foi para frente. Naquele período, a secretária de Educação era Helena Perdigão”, recordou.