O incêndio que atingiu uma loja de motocicletas na avenida Armando Fajardo, no bairro Loanda, no último sábado (4), vai além de um episódio isolado. Ele expõe, mais uma vez, a necessidade urgente de reforçar a fiscalização de estabelecimentos comerciais e ampliar as ações de prevenção a incêndios no município.

As chamas destruíram motocicletas, ferramentas e acessórios, além de afetarem um hotel que funciona no andar superior do prédio, posteriormente interditado pela Defesa Civil. Apesar da rápida resposta das equipes, o cenário poderia ter sido ainda mais grave, com vítimas, por exemplo.

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais atuou no combate ao fogo, mas a ocorrência também mobilizou uma força-tarefa: Brigada Florestal Voluntária, Prefeitura, Serviço Voluntário de Resgate (Sevor) e Defesa Civil, além de proprietário de um supermercado nos arredores que cedeu um caminhão pipa. O apoio de diferentes frentes foi fundamental para controlar a situação.

Mas esse ponto merece reflexão. Mesmo com a presença do Corpo de Bombeiros na cidade, foi necessário acionar voluntários para dar suporte à ocorrência. Isso evidencia não apenas a gravidade do incêndio, mas também a importância de estrutura adequada, planejamento e prevenção para evitar que situações como essa cheguem a tal proporção.

A prevenção ainda é o caminho mais eficaz e mais barato. Sistemas de combate a incêndio, saídas de emergência sinalizadas, instalações elétricas regulares e armazenamento adequado de materiais inflamáveis não são apenas exigências legais: são medidas que salvam vidas e evitam prejuízos.

Da mesma forma, cabe ao poder público intensificar a fiscalização. Não basta agir após o ocorrido. É preciso garantir que estabelecimentos comerciais estejam funcionando dentro das normas de segurança. Vistorias regulares, orientação aos empresários e cumprimento rigoroso da legislação são responsabilidades que não podem ser negligenciadas.