Críticas
A gestão de Laércio Ribeiro (PT) voltou a ser mira dos parlamentares na sessão da Câmara desta semana. Vereadores da própria base criticaram pesadamente o governo, o mesmo que os ajudou a serem eleitos. É preciso dar um jeito para a relação de respeito entre a administração e a Câmara não azedar de vez. Ainda é tempo de retomar diálogos.
Olha a boca…
O presidente da Câmara, Fernando Linhares (Podemos), subiu o tom das críticas. Ele elegeu Obras, Casa de Cultura e Educação como as piores pastas do governo. Em outro momento, prometeu “por no c… de cachorro” (referência a viatura policial) o gestor público que se omitir e acarretar um atropelamento fatal na avenida Vereador João Braga, no bairro Jacuí. Ao criticar a gestão da Secretaria de Obras, Linhares disse que está “cag…” se o secretário é protegido de alguém poderoso. Ao discorrer sobre a BR-381, Zuza Veloso (Avante) afirma que governantes estão “cag… e andando” para o povo. Como dizem os mais velhos: olha a boca!
Quem manda
Para se ter ideia do nível de crítica, os vereadores criaram um bordão para criticar o governo. Eles falam que “quem não teve um voto é que manda na Prefeitura”. Porém, os parlamentares que têm função de fiscalizar e denunciar, não deram o nome da pessoa. Se isso for verdade, será que um dia vão dizer de quem se trata?
Perseguido
Outro a reclamar, e num tom incomumente mais alto para seus padrões, foi Carlinhos Bicalho (PP), que não foi eleito pela chapa governista. Ele disse sentir-se “perseguido”, pois um “ex-vereador” e o “coronel” teriam tomado para si o mérito pelas obras na Estação de Tratamento de Água (ETA) e nas adjacências, desprezando os pedidos de Bicalho. Ainda segundo o parlamentar, ele teve solicitações negadas para enterrar animais de criação mortos, mas o “coronel” e o “ex-vereador” conseguiram. Ele não citou nomes, mas estava visivelmente chateado.
Pré-candidatura
Quando terminar o seu termo como presidente da Câmara Municipal, ao fim deste ano, Fernando Linhares não poderá se candidatar a um novo período à frente do Legislativo. No entanto, ele deixa aberta a porta para uma eventual candidatura nas eleições de outubro deste ano. Ele já fala sobre a possibilidade publicamente. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.
Piso salarial
Nesta semana, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou indícios de descumprimento do pagamento do Piso Salarial Nacional do Magistério por diversos municípios mineiros. Na lista, está João Monlevade, que não teria pago quase R$500 mil. No entanto, a Prefeitura afirma que os pagamentos estão regulares e em dia, conforme acordo coletivo de 2025, cujo piso era de R$4.867,77. O município enviou justificativa ao TCE e questionamento do porquê a cidade consta na lista dos que não pagaram aos profissionais da educação.
Ambulância
O Serviço Voluntário de Resgate (Sevor) realizou nessa quinta-feira (12) o primeiro atendimento de sua nova ambulância. A estreia aconteceu em uma ocorrência no bairro Alvorada, em João Monlevade, por volta das 11 horas. O veículo foi adquirido através de uma emenda do deputado Eduardo Azevedo (PL-MG), intermediada pelo vereador Bruno Cabeção (Avante).
