A história da Usina de Monlevade e a da Mina do Andrade caminham lado a lado. Localizada em Bela Vista de Minas, a apenas 11 quilômetros da usina, a mina é responsável por fornecer o minério de ferro que, desde a década de 1940, garante a qualidade de um dos aços mais reconhecidos do mundo. Atualmente, a Mina tem capacidade de produção anual de até 3,5 milhões de toneladas de sinter feed por ano.
Conforme registros históricos, as primeiras sondagens geológicas na região foram realizadas em 1936 e, em 1944, teve início a extração. A riqueza mineral encontrada ali foi decisiva para a construção da Usina de Monlevade e para o desenvolvimento econômico e social de toda a região do Médio Piracicaba.
Ao longo de sua trajetória, a Mina do Andrade passou por diferentes gestões. Em 1993, foi explorada pela Samitri; em 2000, passou para a então Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira; em 2004, foi arrendada à Vale; até ser definitivamente incorporada ao grupo ArcelorMittal, em 2009. A partir de 2010, recebeu forte investimento em infraestrutura, tecnologia e processos de beneficiamento para a sua expansão.
Produção e tecnologia
Hoje, a mina extrai hematita e itabirito, minérios de alto teor de ferro e baixo índice de impurezas – diferenciais que tornam possível a produção de aços nobres em Monlevade. Após a extração, o minério passa por britagem e beneficiamento, atingindo concentração média de 65%, superior à média mundial de 62%. Isso garante a fabricação de produtos de alta performance, como o steel cord, utilizado em pneus.
Em abril de 2025, recebeu novas autorizações ambientais do COPAM, que permitirão a continuidade e a ampliação responsável de suas atividades. As ações fazem parte do Plano Diretor, que orienta o crescimento da operação com base no cuidado com as pessoas e com o meio ambiente. A Mina do Andrade não possui barragem de rejeitos e continuará operando sem essa estrutura.
Segurança e sustentabilidade
Um dos maiores orgulhos da unidade é sua cultura de segurança. A Mina do Andrade acumula mais de três décadas sem acidentes com afastamento e quase oito décadas sem registros de fatalidade. Esse resultado é fruto de programas de prevenção, monitoramento por GPS nos caminhões, sistemas de detecção de sonolência, além de um Comitê de Fadiga dedicado a preservar a saúde e a segurança dos trabalhadores.
No campo ambiental, o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) coordena ações de reflorestamento, recuperação de áreas degradadas, reaproveitamento de água e reciclagem de resíduos, garantindo que a mineração conviva em equilíbrio com a natureza.

