João Monlevade encerra este semestre legislativo com a aprovação, em dois turnos, do novo Código Tributário Municipal. Mais do que uma vitória do governo ou da Câmara, trata-se de um avanço concreto para o município: resultado de um raro e necessário diálogo institucional, escuta social e responsabilidade coletiva.
A proposta do novo código foi construída com participação ativa do governo municipal, da Câmara, da Associação Comercial, Industrial e Prestação de Serviços (Acimon), da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e de outros setores da sociedade. Isso mostra que é possível conciliar técnica, justiça fiscal e viabilidade econômica. Não foi uma reforma feita a portas fechadas. Pelo contrário: o novo código nasceu da escuta e do ajuste. Uma decisão democrática, bem ao estilo do prefeito Laércio e que proporcionou a abertura ao debate com quem realmente movimenta a economia local. O governo cedeu alguns pontos, mas cumpriu diversas legislações também.
Além disso, o monlevadense ganha em vários pontos. A cidade terá uma das menores alíquotas fiscais da região para profissionais liberais. Outro ponto é a reorganização da cobrança de alvarás, a criação de uma escala tributária mais equilibrada e o retorno do Conselho do Contribuinte. Isso mostra que é possível tornar o sistema mais justo e eficiente. Um gesto de maturidade política e de respeito à cidade.
Em tempos de polarizações estéreis e disputas por protagonismo, João Monlevade acerta ao fazer o básico bem-feito: governar ouvindo, legislar com responsabilidade e decidir com base no interesse coletivo. Essa vitória compartilhada entre Executivo, Legislativo e sociedade civil organizada deve ser celebrada como exemplo de boa política. É assim que se constrói um ambiente estável para empreender, investir e viver com dignidade.
