Rachado?
Nas eleições internas do Partido dos Trabalhadores (PT) em João Monlevade, o prefeito Laércio Ribeiro e a vereadora Maria do Sagrado, dois expoentes e figuras importantes da legenda na cidade, “perderam”. Eles apoiaram abertamente a servidora Isaura Bicalho que não se elegeu para comandar o partido. Há um racha no PT monlevadense?
Perguntas
A vitória de Lucão acende um alerta nos bastidores políticos. Mesmo tendo recebido a maior votação da história de Monlevade, o prefeito teria perdido o controle sobre seu próprio partido? Por que o PT não convergiu em torno de candidatura única, mostrando coesão e força nas eleições internas da legenda? E qual é o futuro do partido na cidade, já que Laércio não pode mais se candidatar? Perguntar não ofende…
Aviso
O ex-líder do governo, Belmar Diniz (PT), declarou que já não se envolve nas costuras para aprovar os projetos de interesse do governo. Mas avisou: “Laércio, estou tentando te ajudar”. Olha que a relação entre a administração e Belmar já demonstra sinais públicos de desgaste há meses.
Aprovação
Por outro lado, nesta semana, o governo consolidou importante vitória no Legislativo, com a aprovação em primeiro e segundo turnos, das mudanças do novo Código Tributário. Vale lembrar que, desde a semana passada, a gestão municipal também “venceu” ao ver a proposta de Sinval Dias (PL), que revogava todo o Código, receber apenas um voto, o do autor.
Vitória
O secretário de Planejamento, Fabrício Lopes, em conversa com A Notícia, afirmou que a aprovação das mudanças do Código Tributário foi positiva. “O governo ouviu as entidades, ouviu a Acimon, a CDL, a sociedade civil organizada também. Uma construção coletiva. Agradeço a todos os vereadores que também entenderam a importância da nova proposta e, com certeza, vários contribuintes vão ser beneficiados com essas alterações. Acho que foi uma grande vitória do governo nesse sentido”, afirmou.
Debates
A implantação das escolas cívico-militares divide opiniões de pais, professores, estudantes e da comunidade em João Monlevade. A audiência pública realizada na última segunda-feira (14) na Câmara demonstrou isso. Se por um lado, adeptos ao sistema falam em mais segurança, respeito e hierarquia, especialistas apontam que não há garantias de melhora no ensino além de aumento de custos. Em João Monlevade, apenas a Escola Estadual Luiz Prisco de Braga não realizou a assembleia para definição do tema. As oitivas estão suspensas e não têm data para serem retomadas.
