Um estudo divulgado pelo Jornal O Tempo aponta que São Gonçalo do Rio Abaixo, com pouco mais de 12 mil habitantes, reafirma sua posição de destaque no cenário da mineração nacional. A pesquisa conduzida pela Agenda Pública aponta o município como um dos mais promissores para o setor, reunindo condições favoráveis que vão muito além da atividade mineral.
Conforme divulgado, a pesquisa avaliou aspectos diversos: como questões ambientais, infraestrutura, educação, acesso a serviços públicos, desenvolvimento econômico e qualidade de vida da população.
No ranking geral das capacidades de desenvolvimento, São Gonçalo obteve nota 0,679, classificação considerada de condição de vida média, ficando em segundo lugar no país, atrás apenas de Treviso, em Santa Catarina. Em Minas Gerais, o município superou outras cidades de forte vocação mineradora, como Nova Lima e Sarzedo, na região metropolitana de BH e Catas Altas, no Médio Piracicaba. Elas figuram entre os melhores resultados do levantamento.
Liderança nacional
Quando a análise se volta para as capacidades socioambientais e para o indicador de condição de vida, São Gonçalo do Rio Abaixo alcança a liderança nacional. Nessa categoria, são examinados fatores que vão da qualidade da educação básica e desempenho dos estudantes à infraestrutura de saúde, saneamento, energia elétrica, mobilidade urbana, preservação ambiental, geração de emprego e renda, atividade produtiva e efetividade da gestão pública.
Segundo o diretor executivo da Agenda Pública e coordenador-geral da pesquisa, Sérgio Andrade, o levantamento considerou 79 municípios cuja arrecadação depende em mais de 5% da mineração. No caso de São Gonçalo, ele ressalta que o bom desempenho deve-se à forma estratégica com que o município lida com a atividade mineral. “A cidade tem um secretariado muito técnico e competente, além de políticas que se desenvolveram e se consolidaram ao longo do tempo. Em algumas áreas, esse desempenho é ainda mais expressivo”, avaliou.
A operação da Vale, responsável pela Mina de Brucutu, é a principal engrenagem da economia local, respondendo por cerca de 90% do orçamento municipal, de acordo com a Prefeitura. Mesmo assim, São Gonçalo não se limita a essa dependência. Andrade cita como exemplos a criação de um Conselho de Desenvolvimento Econômico e a aprovação de leis voltadas à atração de investimentos e à diversificação da economia. “Trata-se de uma política clara de aproveitamento do potencial da cidade, pensando não apenas no presente, mas também no futuro”, destacou Sérgio Andrade.
Para o especialista, a estratégia é essencial para preparar o município para o período pós-mineração. “É preciso um cuidado grande para que o bem-estar gerado pela atividade mineral não se transforme, no futuro, em um passivo. O crescimento deve vir acompanhado de políticas de diversificação econômica e de investimentos que garantam riqueza e qualidade de vida para as próximas gerações”, alertou.
A pesquisa reforça que, com os resultados expressivos em indicadores sociais, ambientais e econômicos, São Gonçalo do Rio Abaixo se consolida como exemplo de como a mineração, quando bem administrada, pode impulsionar desenvolvimento. Além disso, melhorar a vida da população e criar bases sólidas para o futuro.

