A campanha Salve a Julinha, para salvar a vida da pratiana Júlia Pontes Teixeira Domingues, encontra-se agora diante de um novo desafio. Nesse domingo (12), Dia das Crianças, a mãe de Júlia, Fernanda Pontes Teixeira, gravou um vídeo explicando que a família também terá de arcar com as despesas hospitalares, orçadas em R$2 milhões.

Segundo a última atualização, a campanha Salve a Julinha já arrecadou R$17.004.182,00. Considerando que a meta de arrecadação subirá dos R$18 milhões (anunciados no começo da campanha) para R$20 milhões, esse valor representa 85,02% do total almejado. A mãe de Júlia afirmou que a informação sobre os gastos hospitalares não havia sido previamente informada à comunidade por que a própria família foi comunicada pela Elpida Therapeutics apenas em outubro.

No mês de agosto, os pais da criança informaram o pagamento de R$6 milhões à empresa farmacêutica, que já iniciou a produção do remédio. Até o final de outubro, a família precisa repassar o restante de R$ 12 milhões para a conclusão do tratamento.

Nova rifa

Para ajudar a alcançar o valor extra, a campanha “Salve a Julinha” lançará a rifa de mais um automóvel: um Jeep Renegade. A venda dos números começará nesta quarta-feira (15), quando se fecha a oferta de uma outra rifa, que sorteará em seu prêmio principal um Volkswagen Tera zero quilômetro ou uma transferência Pix de R$140 mil. Cada número para concorrer custa R$5,00. Até o dia 15 de outubro, quem comprar a partir de R$30,00 concorrerá a um telefone celular iPhone 15. O comprador da maior quantidade de bilhetes levará uma motocicleta Honda Start de 160 cilindradas, também zero quilômetro.

Com o valor arrecadado com a rifa do Jeep Renegade, a campanha Salve a Julinha pretende alcançar os R$18 milhões e avançar também para a cobertura das despesas hospitalares. Através deste endereço, o internauta pode conferir todas as formas de contribuir com a campanha e ajudar a pagar todas as despesas de tratamento e salvar a vida de Júlia.

Relembre

A campanha “Salve a Julinha”, lançada em janeiro de 2025, foi criada para viabilizar o tratamento da menina de 4 anos, diagnosticada com a Lipofuscinose Ceróide Neuronal tipo 7 (CLN7), uma variação raríssima da Doença de Batten. A meta de R$ 18 milhões (equivalente a US$ 3 milhões) permitirá a fabricação de um medicamento experimental nos Estados Unidos, capaz de frear o avanço da doença degenerativa que já compromete as habilidades motoras e cognitivas da criança. Inúmeras campanhas e ações oram feitas em prol da campanha, que mobiliza toda a região.

A fabricação do remédio, conforme informado, leva de seis a oito meses e, após a aplicação da dose única, são necessários mais seis meses para o organismo assimilar o tratamento. Além da Julinha, outras crianças serão beneficiadas pelo tratamento, uma vez que, por se tratar de uma fase de testes, é obrigatório que seja aplicada em seis a oito crianças.