A Polícia Civil prendeu na tarde desta terça-feira (9) um alegado “líder religioso” investigado por abuso sexual contra 12 mulheres no bairro São Pedro, em Itabira. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), vinculada à 3ª Delegacia Regional, cumpriu o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. O Poder Judiciário também expediu um mandado de busca e apreensão, e a Polícia Civil apreendeu dois telefones celulares pertencentes ao suspeito.
Segundo a corporação, os crimes eram cometidos durante os cultos religiosos, nos quais o investigado alegava incorporar uma entidade espiritual denominada Sete Punhal. As vítimas contaram que o “líder religioso” alegava que a prática dos atos libidinosos com a “entidade” incorporada traria benefícios espirituais às mulheres integrantes do culto.
Ele também prometia que, com os atos carnais praticados com as mulheres, conseguiria curar enfermidades. Dentre as práticas realizadas, estão pactos nos quais as vítimas tinham que manter relações sexuais com o suspeito, além de banhos nos quais o homem untava as vítimas nuas com quiabo e ovos.
O suspeito é investigado pelo crime de importunação sexual, descrito no artigo 215A do Código Penal brasileiro (lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940) como praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro. A pena prevista para essa conduta é de um a cinco anos de reclusão, se o delito não constitui fato mais grave. Ele também é investigado pelo crime de violação sexual mediante fraude, tipificado no artigo 215 do Código Penal como ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima. A pena, nesse caso, é de dois a seis anos de reclusão.
Em nota divulgada à imprensa, a Polícia Civil afirmou que realizará novas diligências nos próximos dias para concluir o inquérito. A religião ou seita ao qual o investigado pertence não foi especificada.

