A Câmara Municipal de João Monlevade retomou na primeira semana de fevereiro as suas reuniões ordinárias semanais. Os 15 parlamentares monlevadenses, eleitos pelos cidadãos do município em regime de voto proporcional em lista aberta, reúnem-se todas as quartas-feiras, às 14h, no prédio da rua Dona Nenela. Este é o segundo ano da atual legislatura, que tomou posse em 1º de janeiro do ano passado e continuará em funções até dezembro de 2028.
Homens e mulheres
Dos 15 vereadores de João Monlevade, 14 são homens, e a única mulher é Maria do Sagrado (PT), o que significa uma representação feminina de 6,66% no Legislativo municipal. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) obtidos pelo portal G1, 18,24% dos eleitos para as Câmaras Municipais de todo o país são mulheres. Apesar de estar abaixo da média nacional, a presença feminina no parlamento monlevadense cresceu em 2024, pois nenhuma mulher cumpriu mandato nas duas últimas legislaturas.
Partidos
O partido político com mais vereadores em João Monlevade é o Avante, o único com três legisladores, e que elegeu Alysson Barcelos, Bruno Cabeção e Zuza Veloso. O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) é a sigla de Revetrie Teixeira e Thiago Titó, enquanto Sidney Bernabé e Sinval Dias são filiados ao Partido Liberal (PL). O Partido dos Trabalhadores é a agremiação de Belmar Diniz e Maria do Sagrado, e o Podemos filia o presidente Fernando Linhares e Vanderlei Miranda. O Republicanos conseguiu a representação de Leles Pontes e Marquinho Dornelas, enquanto o Partido Progressistas (PP) tem Carlinhos Bicalho e o Cidadania, Sassá Misericórdia.
O PL e o Republicanos, com dois vereadores cada um em João Monlevade, são considerados a nível nacional como partidos de direita. O PP, com um parlamentar, define-se como uma agremiação de centro-direita. O Avante, que elegeu três vereadores, e o MDB, com dois, declararam-se partidos de centro. O Podemos, com dois legisladores, afirmou ser um partido “independente”. O Cidadania, que obteve uma cadeira, propôs-se como uma legenda de centro-esquerda. Por fim, o PT, com dois edis, apresenta-se como uma sigla de esquerda.
Dessa forma, em termos proporcionais, 33,33% do Poder Legislativo monlevadense é ocupado por partidos de centro, enquanto 26,66% são compostos por legendas de direita. Outros 13,33% das cadeiras pertencem à esquerda, e mais 13,33% são independentes. A centro-esquerda responde por 6,66% dos vereadores, e os restantes 6,66% à centro-direita.
Escolaridade
Todo candidato a cargo eletivo precisa preencher um cadastro da Justiça Eleitoral, que fica disponível ao público. Segundo esses dados, 60% dos parlamentares de João Monlevade já passaram por uma faculdade. Possuem o diploma de curso superior os vereadores: Alysson Barcelos, Belmar Diniz, Bruno Cabeção, Fernando Linhares, Leles Pontes, Marquinho Dornelas, Maria do Sagrado, Sidney Bernabé e Thiago Titó.
Os vereadores Carlinhos Bicalho, Revetrie Teixeira e Vanderlei Miranda concluíram o Ensino Médio. Já Sassá Misericórdia e Zuza Veloso terminaram o Ensino Fundamental, enquanto Sinval Dias tem essa fase dos estudos ainda incompleta.
Um levantamento divulgado pela página Gestão Pública no Instagram mostra que, entre os mais de 58 mil vereadores em todo o Brasil, o nível de formação mais comum é o Ensino Médio completo, respondendo por 38,14% dos parlamentares eleitos. Em seguida, aparece o Ensino Superior completo, respondendo por 35,34% dos legisladores municipais do país.
Renovação
As eleições de 2024 representaram uma renovação de 46,66% do Legislativo monlevadense em relação àquele eleito em 2020, média ligeiramente inferior da nacional, que foi de 49,36%. Os vereadores Alysson Barcelos, Carlinhos Bicalho, Maria do Sagrado, Sassá Misericórdia, Sidney Bernabé e Zuza Veloso iniciaram em janeiro de 2025 o primeiro mandato. Após quatro anos de ausência, Sinval Dias retornou à casa de leis para cumprir o sétimo mandato. Os demais parlamentares já haviam cumprido, ao menos, um mandato legislativo.
O que faz um vereador?
Muitos cidadãos acreditam que as funções de um vereador se limitam a intermediar serviços públicos, como obter consultas médicas, vagas em escolas ou manutenção em vias públicas quando solicitados. Todavia, a legislação impõe à Câmara Municipal atribuições muito mais importantes e amplas.
São deveres do vereador analisar as leis daquela municipalidade, incluindo o Orçamento da Prefeitura, os planos de carreira dos servidores, o Plano Purianual (PPA), as cessões e doações de terrenos, o Plano Diretor, as denominações dos logradouros públicos, entre outros. Também é obrigação do vereador fiscalizar as ações do Poder Executivo municipal, denunciando irregularidades, indícios de corrupção e serviços públicos de má qualidade.

