Votar não é simplesmente cumprir uma obrigação a cada quatro anos, como muitos podem pensar. É, na verdade, o momento de fazer uma escolha que terá consequências concretas na vida de todos, ao longo dos próximos quatro anos. Saúde, educação, segurança, transporte, emprego, impostos, meio ambiente, soberania e investimentos públicos passam pelas decisões de quem será escolhido nas urnas.
Por isso, não deveria haver espaço para voto por impulso. O eleitor tem o direito de conhecer quem pede seu voto e, principalmente, de olhar para além do discurso de campanha. O que o candidato fez? O que defende? Quais são suas propostas? Sua trajetória confirma aquilo que está prometendo agora? São perguntas simples, mas importantes neste momento.
A tarefa ficou mais difícil em tempos de redes sociais. Nunca foi tão fácil produzir e espalhar uma informação falsa. Um vídeo recortado, uma frase fora de contexto ou uma mensagem sem autoria pode ganhar milhares de compartilhamentos antes que alguém se dê ao trabalho de verificar se aquilo é verdade. O eleitor precisa desconfiar daquilo que parece feito sob medida para viralizar.
A Justiça Eleitoral oferece ferramentas para consulta e fiscalização, mas nenhuma delas substitui o cuidado de quem recebe uma informação. Antes de definir o voto, vale conferir tudo sobre os candidatos a quem se deseja confiar o sagrado direito à escolha.
Não se pode esquecer que o voto é individual, mas seus efeitos são coletivos. Por isso, escolher bem não significa votar em determinado candidato ou partido. Significa não entregar essa escolha ao pedido de terceiros, ou ao que está “bombando” nas redes sociais. Muito menos ao dinheiro ou às conveniências do momento. A urna oferece opções diversas. No entanto, a decisão é de cada eleitor. Que ela seja, sobretudo, consciente neste domingo.


