A notícia de um déficit de R$24 milhões nas contas públicas de João Monlevade, referente ao primeiro semestre deste ano, vem como alerta. O cenário de queda na arrecadação, aliado ao aumento das despesas, típico do segundo semestre, não é exclusivo do município. É um reflexo do que ocorre em outras cidades brasileiras.
A reunião do prefeito Laércio Ribeiro (PT), da vice-prefeita Dorinha Machado (MDB) e de todo o secretariado municipal trouxe à tona uma orientação clara do prefeito: é hora de austeridade. Conforme apresentado, gastos supérfluos precisam ser cortados, e o foco deve estar naquilo que seja essencial para o município. Dentre outros, o pagamento em dia de servidores e fornecedores, além da manutenção dos compromissos e serviços públicos.
No entanto, mesmo diante desse cenário, é preciso governar, sem prejuízos para a população. Não adianta apenas cortar, mas saber administrar com responsabilidade. Os desafios aumentam no segundo semestre e Monlevade ainda terá que demitir e acertar com aposentados ainda na ativa, conforme decisão judicial. Fora isso, a máquina precisa continuar, com serviços prestados e a realização de ações planejadas.
Governar bem é saber tomar decisões e o prefeito reforçou aos secretários que a orientação é de gestão responsável, eficiente e voltada para o interesse público. O objetivo é assegurar que João Monlevade não retroceda diante de dificuldades financeiras. Afinal, o povo que já enfrenta tantas lutas e desafios, não pode ter mais prejuízos.
