João Monlevade avança para mais um marco histórico no campo da educação. Nesta semana, a Câmara Municipal aprovou projeto que autoriza o Poder Executivo a ceder o imóvel da Escola Estadual Dona Jenny Faria ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG). A medida é uma etapa necessária para a instalação do instituto na cidade. Além disso, o município já fez a doação do terreno no Parque do Areão para a construção da sede definitiva do campus.

Outro fato foi a confirmação do repasse de R$25 milhões do Governo Federal, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o novo espaço educacional. Conforme anunciado, serão R$15 milhões destinados à infraestrutura e outros R$10 milhões para equipamentos e mobiliário, garantindo condições modernas de ensino, pesquisa e extensão.

A ministra da Educação, Macaé Evaristo, foi enfática ao afirmar que a nova unidade será motor de desenvolvimento, geração de renda e transformação social. E quanto a isso não há dúvidas. A educação é, antes de tudo, a chave para a mudança estrutural de uma comunidade. Oferecer ensino técnico, médio e superior gratuitos e de qualidade, significa abrir caminhos para os jovens. Principalmente porque, muitas vezes, eles não teriam condições de buscar formação em outros centros. É dar oportunidade de sonhar e realizar dentro da própria cidade.

Sem falar nos efeitos que vão além dos muros do IFMG. Mais estudantes significam mais movimento no comércio, mais demanda por serviços, mais empregos e, consequentemente, mais desenvolvimento. É um caso de que educação e economia andam de mãos dadas. Uma cidade que investe em conhecimento está, na verdade, investindo em prosperidade. Em tempos em que tanto se discute sobre caminhos para superar crises e construir um país mais justo, Monlevade mostra que apostar na educação pública é um dos caminhos. Que esses planos se tornem realidade o quanto antes.