Muitos municípios mineiros enfrentam sérias dificuldades financeiras, com salários atrasados, serviços públicos sucateados e orçamentos estourados. João Monlevade quer fugir desse cenário preocupante. A palavra de ordem é cautela. Pelo menos, é o que disse o prefeito Laércio Ribeiro (PT) ao jornal A Notícia nesta semana.
Ao conversar com a reportagem, o prefeito foi direto: é hora de manter o “pé no freio” nos gastos. A afirmação pode soar impopular em um primeiro momento, especialmente, para quem espera agilidade na execução de demandas. No entanto, isso é indispensável para a boa gestão dos recursos públicos que precisam ser valorizados.
A prudência financeira não significa paralisia, mas um cuidado para se evitar crises. Hoje, os serviços essenciais seguem funcionando, servidores e fornecedores estão recebendo em dia, e investimentos prioritários continuam sendo liberados, conforme o prefeito. O que se deve evitar é o gasto irresponsável, que pode comprometer o amanhã. Sobretudo, em um mundo instável. Monlevade não é uma ilha, e pode sofrer consequências do tarifaço do presidente Donald Trump. Até porque, um dos motores da economia é a fabricação e exportação de aço fio-máquina, produzido na Usina da ArcelorMittal da cidade.
Cauteloso, Laércio deixou claro que vai priorizar o que for essencial e pediu o mesmo aos vereadores em suas indicações. Tanto que, pessoalmente, o prefeito disse esperar da Câmara Municipal o mesmo senso de responsabilidade.
Essa posição é imprescindível para a maturidade administrativa e um olhar voltado não apenas para o presente, mas também para o futuro. A vizinha Itabira vive uma crise sem precedentes, porque a arrecadação ficou bem abaixo do previsto. Monlevade segue atenta para evitar desequilíbrios fiscais, hoje, permitindo que o município continue crescendo de forma sustentável.
A responsabilidade com o erário é, talvez, a mais nobre das virtudes em tempos de instabilidade econômica. Que a prudência seja a base para uma Monlevade ainda mais forte no futuro.
