O vereador Sinval Dias (PL), em apenas oito meses de mandato, voltou a se destacar por mais uma polêmica. Primeiro, ao desrespeitar a vereadora Maria do Sagrado (PT), líder do governo, logo na primeira reunião do ano. Agora, mais uma vez, ele dispara contra o PT, declarando que o partido do qual é opositor veemente, articulou a crucificação de Jesus Cristo.

Não se trata de lapso de conhecimento ou ingenuidade. Sinval Dias tem 68 anos e está na Câmara pela sétima vez. Ele, em outras ocasiões, usou a tribuna para desferir polêmicas. Numa dessas, até atacou o vereador Belmar, também do PT, em um mandato do passado. Essas atitudes revelam as escolhas deliberadas do vereador do PL, em transformar a tribuna em palanque para ataques sem compromisso com a seriedade que o cargo exige.
A crítica política é legítima e natural em um plenário. O parlamento, em sua essência, é lugar de debates de ideias, para beneficiar a população. É para isso que os vereadores são eleitos. Porém, o que não se admite é o uso de argumentos levianos e ofensivos que também atingem a fé de uma cidade majoritariamente cristã.

Ao lançar mão desse tipo de discurso, Sinval revela-se incoerente com a função de vereador. O povo de João Monlevade espera de um parlamentar propostas, fiscalização e respeito. Não acusações absurdas que apenas alimentam o ódio e que envergonham o Legislativo.

Se tiver bom senso, ele deveria pedir desculpas não só ao partido que atacou, mas também à comunidade cristã que desrespeitou. A Câmara não pode ser palco de declarações como essas. Todo mandato político exige responsabilidade e o povo merece respeito.