Neste domingo (16), começa oficialmente a campanha eleitoral para as Eleições 2026. Candidatos poderão pedir votos, divulgar números, propostas e slogans em busca da confiança do eleitor. É o início de uma fase em que discursos, promessas e imagens disputarão espaço nas ruas e, principalmente, nas redes sociais.

É justamente por isso que é preciso manter os olhos abertos e os ouvidos atentos. Candidato bonito não é necessariamente bom político. Quem fala bem não necessariamente sabe governar. Ser religioso não é certificado de honestidade ou competência. E carisma não substitui projeto, preparo e responsabilidade.

O eleitor precisa olhar além da pessoa. Nas eleições proporcionais, para deputado estadual e federal, é fundamental compreender também o peso do partido e da federação. O voto não deve ser pensado apenas como uma escolha individual: ele contribui para a composição do Legislativo e para a representação das forças políticas. Por isso, conhecer a legenda, seus aliados e suas posições são tão importantes quanto conhecer o candidato.
Também é hora de compreender o significado de palavras que serão repetidas exaustivamente durante a campanha: esquerda, direita e centro tão repetidos nesses tempos. Em linhas gerais, a esquerda costuma estar associada à busca por maior igualdade social e econômica e a uma atuação mais forte do Estado na redução das desigualdades. A direita, por sua vez, reúne correntes que tendem a valorizar mais a propriedade privada, o livre mercado, a ordem e determinadas tradições. O centro procura ocupar uma posição intermediária, podendo combinar propostas de diferentes campos. Assim, há o centro direita e centro esquerda.

Saber onde um candidato se posiciona não significa votar nele por causa disso. Significa entender o que ele representa! A campanha está aí para que as pessoas conheçam bem em quem vão votar. E o eleitor deve ficar atento às desinformações, ataques, vídeos fora de contexto e promessas tão fáceis quanto falsas. Desconfie, pesquise, compare. Afinal, o voto é seu direito de escolha e votar é um direito, mas também uma responsabilidade. Que esta campanha seja uma oportunidade para escolher menos pela aparência, afinidade ou pedido de amigos e lideranças. Vote mais pelas ideias, menos pela paixão e mais pela consciência.