Há 91 anos, a história de João Monlevade se confunde com a história da Usina, sem dúvidas. A siderúrgica, para além das questões econômicas, tornou-se parte da identidade do município, influenciando sua formação, o desenvolvimento econômico, social e a vida de milhares de monlevadenses.

A Usina de Monlevade, que celebra aniversário na próxima segunda-feira (31), integra um dos maiores grupos siderúrgicos do planeta, a ArcelorMittal, e produz fio-máquina de extrema qualidade, referência internacional e exportado para diferentes países. É, sem dúvida, um patrimônio industrial que conecta João Monlevade ao Brasil e ao mundo.

A relação entre empresa e a comunidade é sólida, construída ao longo de gerações. Mas toda parceria também precisa ser permanentemente renovada. É justamente aqui que cabe uma reflexão. O que mais a Usina e a cidade podem construir juntas nos próximos nove anos, até os 100 anos? Como transformar a força econômica da siderurgia em ainda mais oportunidades para os jovens? Como ampliar investimentos em educação, inovação, cultura, patrimônio histórico e qualificação profissional? Como fazer com que Monlevade seja não apenas a cidade onde se produz um aço reconhecido mundialmente, mas também uma referência em desenvolvimento sustentável?

Ao longo das mais de nove décadas, a empresa tem avançado com modernização e ações ambientais, culturais, sociais, educacionais, entre outras áreas, que demonstram que sua presença vai muito além dos muros da fábrica. Mas a cidade também pode cobrar e somar para mais.

Quanto maior a importância de uma empresa para um território, maior deve ser a disposição para o diálogo, para a transparência e para a construção de uma agenda comum. Por exemplo: há integração e ações planejadas em conjunto entre a gestão municipal e a Usina? Há projetos de diversificação econômica, modernização da cidade e demais planejamentos para melhorar a vida da comunidade?

A Usina precisa da cidade e a cidade precisa da Usina. E essa relação pode ser ainda mais forte se o abraço de aço for também um abraço de oportunidades, desenvolvimento, cultura, conhecimento, meio ambiente e, sobretudo, de olho no futuro. Aos 91 anos, celebrar o aniversário da Usina é justo. Mas planejar os próximos 100 anos é indispensável.