O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) não será candidato ao Governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. A decisão foi confirmada nesta segunda-feira (3), após reunião em Brasília com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e o presidente estadual da legenda em Minas, Euclydes Pettersen.

Em vídeo divulgado pelo partido nas redes sociais, Marcos Pereira afirmou que o Republicanos trabalhou para viabilizar a candidatura do senador e buscou construir alianças com outras siglas, como PL, União Brasil e PP. Segundo ele, a decisão de não disputar o Palácio Tiradentes partiu do próprio Cleitinho. “Debatemos exaustivamente esse tema e buscamos dialogar com possíveis aliados, mas o Cleitinho tomou essa decisão de forma espontânea diante do momento difícil que está vivendo”, afirmou o dirigente.

Durante o anúncio, Cleitinho apareceu emocionado e, chorando, pediu desculpas aos eleitores mineiros. Segundo o senador, a decisão foi motivada por questões pessoais e pela necessidade de priorizar sua saúde. “Preciso pedir perdão ao povo de Minas. Não está fácil para mim e para a minha família. Não adianta entrar em uma campanha do jeito que estou. Tenho que ser honesto e falar a verdade. Preciso recuperar e cuidar de mim, porque não adianta cuidar de vocês sem ter condições”, declarou.

O presidente estadual do Republicanos, Euclydes Pettersen, afirmou que sempre defendeu a candidatura do senador, mas reconheceu que este não é o momento para que ele dispute o governo estadual. A decisão encerra meses de indefinição em torno da candidatura do senador Cleitinho ao governo de Minas. Apesar de aparecer entre os primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto para o Governo de Minas, o senador adiou sucessivas vezes uma definição sobre a disputa, dificultando a construção de alianças políticas.

Na última semana, o Republicanos já havia divulgado nota afirmando que a candidatura dependia de uma decisão firme do parlamentar, o que, segundo a legenda, não ocorreu. Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente nacional do partido afirmou que Cleitinho “perdeu o timing” ao não participar da convenção nacional da sigla realizada no fim de julho.

A indefinição também influenciava as estratégias de outras legendas, especialmente o PL, que avaliava lançar candidatura própria ao Governo de Minas ou apoiar Cleitinho para fortalecer o palanque do senador Flávio Bolsonaro no Estado. Com a desistência oficializada, o Republicanos deverá discutir os próximos passos da legenda na sucessão estadual e as possíveis alianças para a eleição de outubro. Um dos nomes é do ex-secretário de estado, Marcelo Aro.