(*) Sinézio Santiago
O debate sobre a mobilidade na cidade vem ganhando novos capítulos, principalmente, no momento em que a Prefeitura colocou placas de proibido estacionar ao longo da rua Pedro Bicalho e implantou mão única na rua Progresso, próximo ao Colégio Cesp.
O debate sobre a mobilidade urbana vai muito além do que o poder público quer e que, realmente, poderá agradar a alguns e desagradar a outros. A cidade cresceu e continua crescendo muito, sem um planejamento para o seu futuro, e agora cobra uma solução para esse caos chamado trânsito.
O ex-prefeito Gustavo Prandini criou, na sua administração, a tão famosa “Linha Azul”, que liga a rua Duque de Caxias, próximo ao Centro Educacional, atravessa três bairros e termina na avenida Alberto Lima, no bairro Paineiras.
O vereador Sinval Jacinto, quando esteve como secretário de Obras, implantou a proibição de estacionamento de veículos na avenida Wilson Alvarenga, do Hotel Nacional até o Posto Barrocar.
No governo de Dr. Laércio, foi criada a rua que interliga o bairro de Lourdes ao bairro Satélite, e a avenida Rodrigues Alves foi complementada do bairro República até o Mart Minas, no bairro Paineiras.
As medidas surtiram efeito, mas o crescimento da população e do número de veículos tornou as iniciativas pequenas demais para os grandes problemas atuais, sem contar o crescimento desordenado do número de bicicletas elétricas, que não respeitam o fluxo correto do trânsito.
Hoje, o vereador Fernando Linhares, que também vem cobrando muito sobre a mobilidade urbana, sugere a proibição de estacionamento na Wilson Alvarenga, no sentido ArcelorMittal. Propõe que o Settran vire uma autarquia e também quer solucionar os problemas das carretas, que têm sido um desafio para a Prefeitura. Aliás, já existe um projeto da Prefeitura para implantar o estacionamento rotativo em 2027.
No meu entendimento, a cidade já passou da hora de ter um pátio de apoio para os caminhoneiros daqui e de outras cidades. Além de uma central de abastecimento, onde os caminhões só entrariam no centro para descarregar após o horário comercial.
O debate sobre mobilidade urbana é um dos temas mais importantes e mais sensíveis para ser discutido. O poder público é responsável, sim, mas é preciso envolver toda a sociedade de forma geral, juntamente com a Prefeitura, Câmara Municipal, ArcelorMittal, Acimon, CDL e entidades de classe, que são as partes mais interessadas nessa questão.
Alguns vereadores parecem que não conhecem a cidade e aproveitam o momento para fazer politicagem e, às vezes, nem eles mesmos sabem uma forma de ajudar e aprimorar o sistema. As propostas do vereador Fernando Linhares e da Prefeitura, de implantar um estacionamento rotativo, são as que mais se aproximam de uma realidade necessária para o momento.
Não adianta cobrar do poder público um tema tão sensível se não temos a capacidade de fazer a nossa parte. A mudança deve sair do papel e virar realidade para ser testada de forma concreta. Caso contrário, estamos caminhando a passos largos para um rodízio de veículos.
(*) Sinézio Santiago é monlevadense e acompanha a política local
@sinezio.santiago


