Com informações do G1

O telejornalismo brasileiro perdeu nesta quinta-feira (16) um dos seus mais notáveis nomes. Faleceu no Rio de Janeiro o jornalista Renato Machado, aos 83 anos. Ele estava internado na Clínica São Vicente, no bairro da Gávea. A causa da morte não foi divulgada. As informações sobre o funeral ainda serão reveladas.

Renato Machado nasceu a 21 de março de 1943, no Rio de Janeiro, então capital federal. Graduou-se em Direito e em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Ingressou na carreira de jornalista em 1969, como repórter do Jornal do Brasil. Em 1982, foi contratado pela TV Globo, e em abril daquele ano, participou de uma grande cobertura: a Guerra das Malvinas, travada entre a Argentina e o Reino Unido. No ano seguinte, tornou-se correspondente em Londres, e em 1986, cobriu o desastre da usina nuclear soviética de Chernobyl.

Em 1990, foi contratado pela TV Manchete, apresentando o noticiário Noite Dia e cobrindo a Guerra do Golfo. Retornou à TV Globo em 1991, e cinco anos depois, assumiu a apresentação do programa do qual se tornaria um rosto: o noticiário matinal Bom Dia Brasil. Com Renato Machado, o programa ganhou mais tempo de tela e exibiu acontecimentos impactantes para o Brasil e o mundo, como crises econômicas, os atentados de 11 de setembro nos EUA, a Guerra do Iraque, a morte do Papa São João Paulo II, quatro eleições presidenciais brasileiras e quatro americanas, entre muitos outros temas importantes.

Em 2011, deixou a apresentação e passou a ser correspondente especial em Londres, fazendo entradas especiais no Bom Dia Brasil. Permaneceu no posto até o fim de 2015, cedendo-o a Cecília Malan e tornando-se repórter especial do Globo Repórter. Permaneceu na TV Globo até 2021, quando já tinha 78 anos.

Em paralelo à carreira na televisão, desenvolveu uma carreira como enólogo, apreciador de vinhos de alta qualidade. Ao longo de quase quatro décadas na tela, desenvolveu uma imagem de classe e elegância, que contribuiu para conquistar a confiança e a credibilidade do público brasileiro.