Nesta semana, o monlevadense e bicampeão mundial, Talles Medeiros, apresentou ao A Notícia, ideias para o futuro do Estádio Louis Ensch. O tema vai muito além de uma obra ou de um projeto esportivo. Ele nos convida a pensar sobre o que a cidade João Monlevade deseja ser. Destaca-se que o Louis Ensch guarda parte da memória coletiva do município, já que em seu gramado e em suas arquibancadas, estão histórias, conquistas e lembranças de gerações de monlevadenses.
É importante pensar que preservar esse patrimônio não significa mantê-lo preso ao passado. Ao contrário, significa encontrar novas formas de mantê-lo vivo, útil e integrado ao cotidiano da população. Um espaço único como esse pode reunir esporte, lazer, cultura e educação, tornando-se um legado para as próximas gerações.
Nesse sentido, merece destaque a iniciativa do professor e atleta Talles Medeiros, de apresentar ideias para o local. Inclusive, ao prefeito Laércio Ribeiro e equipe, que ouviram e declaram a importância do diálogo. E é justamente assim que as boas soluções costumam nascer, a partir de ideias, de conversas e sobretudo da participação para uma construção coletiva.
É verdade que o município tem suas limitações financeiras. Mas isso não impede que sonhe e planeje. Muitas transformações acontecem por meio de parcerias, leis de incentivo, emendas parlamentares e cooperação entre os setores público e privado. Falando nisso, até mesmo o projeto de cidades-irmãs com Luxemburgo, ainda adormecido, pode representar uma oportunidade de fortalecer laços históricos e abrir portas para novas iniciativas na área esportiva.
João Monlevade sempre cresceu quando soube transformar boas ideias em ações. E necessita retomar essa vocação de cidade ímpar na região. Para tanto, é necessário fazer com que projetos deixem o papel e encontrem caminhos para se tornar realidade. O Louis Ensch merece esse olhar, uma vez que preservar a história não é impedir a mudança ou melhorias. É permitir que ela continue inspirando o futuro!



