Um aposentado de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, teve a certidão de óbito cancelada pela Justiça de Minas Gerais após ser declarado morto de forma indevida em registros oficiais. O erro foi identificado quando ele tentou sacar o benefício previdenciário e encontrou a conta bloqueada.

O caso foi analisado pela 4ª Vara Cível da Comarca de Santa Luzia, que determinou a anulação imediata do documento emitido em nome do idoso e a regularização dos seus registros civis. Segundo o processo, a situação teve início após a emissão de uma certidão de óbito por um cartório da cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, utilizando indevidamente os dados pessoais do aposentado.

A inconsistência veio à tona quando o homem, ao tentar acessar a aposentadoria, foi informado de que sua conta estava bloqueada. Ao buscar esclarecimentos, descobriu que havia sido registrado como falecido, o que levou ao cancelamento de seu CPF e à suspensão de direitos, incluindo o acesso ao benefício previdenciário e os direitos políticos.

De acordo com informações apresentadas à Justiça, o aposentado procurou a Defensoria Pública de Minas Gerais para contestar a situação. Ele relatou que havia perdido sua carteira de identidade em 2006, e a principal suspeita é de que outra pessoa tenha utilizado o documento no momento do registro do óbito, gerando a confusão.

A decisão judicial determina a correção imediata dos registros e a retirada da certidão de óbito indevida, possibilitando a normalização da situação civil do aposentado. Casos desse tipo, embora considerados raros, podem gerar impactos significativos na vida das vítimas, incluindo bloqueio de contas bancárias, interrupção de benefícios e restrições administrativas.

Especialistas apontam que erros cadastrais envolvendo dados pessoais podem ocorrer quando há uso indevido de documentos ou falhas nos sistemas de registro, sendo necessária atenção na verificação de identidade em procedimentos oficiais. A decisão também reforça a importância da atuação da Defensoria Pública em casos de erro administrativo ou irregularidades que afetam direitos civis.

Após a regularização, a expectativa é que o aposentado tenha restabelecido o acesso à aposentadoria e aos seus documentos, retomando sua situação legal e financeira.