A greve de médicos em BH vai interromper os atendimentos na rede municipal de saúde por 24 horas nesta quarta-feira (10). A paralisação começa às 7h e segue até as 7h de quinta-feira (11), após a categoria rejeitar a proposta de reajuste apresentada pela Prefeitura de Belo Horizonte.

Além disso, a greve de médicos em BH afetará principalmente os serviços da atenção primária e da rede secundária. No entanto, os atendimentos de urgência e emergência continuarão normalmente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nos hospitais da rede municipal.

Greve de médicos em BH ocorre após rejeição de proposta salarial

Os médicos decidiram iniciar a greve em BH após rejeitarem a proposta de reajuste apresentada pela administração municipal durante a campanha salarial de 2026.

Segundo o Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), a prefeitura manteve um reajuste de 4,11% apenas para médicos efetivos. Dessa forma, deixou de fora os profissionais contratados temporariamente e não avançou em outras reivindicações da categoria.

Além disso, o sindicato informou que o movimento ocorrerá em conjunto com outros servidores da saúde municipal. Portanto, a mobilização deve atingir diferentes áreas do sistema público de saúde da capital.

Greve de médicos em BH preserva atendimentos de emergência

Apesar da paralisação, os serviços considerados essenciais serão mantidos. Nesse sentido, as unidades de urgência e emergência seguirão funcionando normalmente para evitar prejuízos à população em casos mais graves.

Assim, a decisão busca equilibrar o direito de reivindicação da categoria com a necessidade de garantir atendimento imediato à população.

Categoria aponta desigualdade

Durante assembleia, os profissionais demonstraram insatisfação com diferenças no tratamento dentro da própria rede de saúde. De acordo com o Sinmed-MG, outras carreiras da área receberão um adicional de 3% em dezembro.

No entanto, esse benefício não abrange médicos e cirurgiões-dentistas. Por isso, a categoria considera a proposta desigual e insuficiente.

Além da questão salarial, a greve de médicos em BH também chama atenção para problemas estruturais na rede pública. Segundo o sindicato, a categoria enfrenta dificuldades como falta de segurança nas unidades, falhas no sistema eletrônico de prontuários e ausência de renovação de contratos temporários.

Dessa forma, os profissionais defendem melhorias nas condições de trabalho como parte fundamental da pauta de reivindicações.

Fonte: hojeemdia.com.br