“Audios bomba”

O vereador Revetrie Teixeira (MDB) afirma possuir áudios bomba sobre a gestão da Fundação Casa de Cultura de João Monlevade. Ele não apresentou o material, mas disse que os exibiria na sessão dessa quarta-feira (13) da Câmara Municipal. Porém, isso não ocorreu porque a reunião acabou mais cedo, sem falas e apenas com votações, devido ao falecimento de uma servidora. Conforme Revetrie, o material pode comprometer a gestão de Laércio e não apenas a Casa de Cultura. Aguardemos para saber qual o conteúdo e o real impacto dessas mensagens.

Fervura

Pelo sim, pelo não, a situação é crítica entre o Legislativo e a Casa de Cultura. Houve pedido de CPI, contra a fundação, a pedido justamente de Revetrie. No entanto, o jurídico da Câmara apontou falhas que podem enterrar essa iniciativa. Porém, nada impede que outro pedido seja feito em plenário, caso os áudios de fato sejam comprometedores. Clima tenso e de aumento da fervura.

Do grupo

Sempre vale lembrar que Revetrie é do mesmo partido político da vice-prefeita, Dorinha Machado (MDB), e, portanto, seria um aliado do governo. Mas sua postura crítica e mais independente, faz dele um dos maiores opositores da gestão Laércio. O vereador afirma gostar muito do prefeito e diz respeitar a sua trajetória política, mas não titubeia em carregar munição contra alguns secretários e agentes políticos.

Homenagem

A Câmara de João Monlevade aprovou nesta semana a homenagem que dá o nome de Dona Luzia do Cartório ao futuro setor de oncologia da Secretaria de Saúde. A proposta, do vereador Vanderlei Miranda (Podemos), passou sem dificuldades e reconhece uma das figuras mais respeitadas da história da cidade. Aplausos justos. A memória de Dona Luzia merece essa homenagem.

Contradição?

Mas a sessão também deixou uma daquelas cenas clássicas da política monlevadense: o vereador Sidney Bernabé (PL), que sempre criticou a viabilidade do projeto do setor de oncologia e levanta questionamentos sobre funcionamento, estrutura e efetividade da iniciativa, na hora da votação, apertou o botão favorável à homenagem. Ora, se o vereador demonstra desconfiança sobre o projeto existir de fato, como aprovou o nome antes mesmo da garantia concreta do funcionamento pleno do serviço, como ele mesmo diz?

Usina e Sindicato

O impasse entre o Sindmon-Metal e ArcelorMittal chegou a um nível de intensidade como há muito não se via. Há meses, operários e companhia seguem sem um acordo sobre a jornada de trabalho. Conforme bastidores, parte dos empregados não descarta a possibilidade de uma paralisação. O Sindicato mede a temperatura e avalia o cenário…