Autor do pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Fundação Casa de Cultura de João Monlevade, o vereador Revetrie Teixeira (MDB) avalia os próximos passos para manter a investigação viva. Ao A Notícia, ele afirmou que deve se reunir a partir de sexta-feira (15) com a Procuradoria Jurídica do Legislativo e com o vereador Belmar Diniz (PT) para verificar as providências a serem tomadas.
Teixeira argumenta que, em seu parecer, a Procuradoria Jurídica não entendeu que a solicitação seja inconstitucional ou ilegal, mas apenas não recomendava a abertura da comissão na forma apresentada por Revetrie. Ele afirma que Diniz, por si só, não tem autonomia suficiente para enterrar em definitivo o pedido de CPI, e lembrou que o colega é filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), o mesmo do prefeito Laércio Ribeiro (PT), o que daria conotações políticas à sua decisão. Revetrie Teixeira considera que, sem a comissão de inquérito, pessoas interessadas deixam de ser ouvidas para o esclarecimento dos fatos.
Teixeira relata que, entre os elementos que possui, estão indicações da própria Controladoria Interna da Prefeitura de João Monlevade sobre fatos que precisam ser mais bem esclarecidos em relação ao Natal de Luz e ao Festival Gastronômico. Ele ainda alega que o prazo mínimo de 180 dias para contratações, estabelecido pelo Ministério Público, não estaria sendo observado, com o município optando por adesões de ata.
O parlamentar ainda afirma que tem mensagens de áudio que identificou como contendo as vozes de servidores em posição de chefia na Fundação Casa de Cultura, e que também seriam dignas de apuração pela Comissão Parlamentar de Inquérito. O vereador emedebista conta que tem duas opções, sendo uma a reforma do pedido de abertura da CPI, adequando-o ao parecer da Procuradoria Jurídica, e a outra o acionamento do Ministério Público. No entanto, ele indica que “não gosta de ficar remendando” aquilo que faz.

