O período de entrega do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, iniciado nesta segunda-feira (23), marca o primeiro ciclo completo de adaptação das empresas às novas regras de retenção na fonte. A principal mudança é a ampliação da faixa de isenção, que agora contempla trabalhadores com rendimentos mensais de até R$ 5 mil.
Com a atualização da tabela em vigor desde janeiro, cresce a responsabilidade das empresas na aplicação correta das normas tributárias, especialmente na gestão da folha de pagamento. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o momento exige atenção redobrada por parte das organizações. Isso porque, embora a declaração do imposto seja obrigação do contribuinte, a retenção na fonte é de responsabilidade das empresas.
Ajustes internos
O consultor da Gerência Tributária da entidade, Thiago Feital, destaca a importância de ajustes internos. Segundo ele, é fundamental que as empresas garantam que os cálculos estejam atualizados para evitar retenções indevidas ou inconsistências nas informações prestadas aos trabalhadores. “Na prática, a mudança exige revisão dos sistemas de folha de pagamento, atualização de parâmetros fiscais e alinhamento entre os setores de recursos humanos, contabilidade e área fiscal”, alerta.
Conforme o consultor, erros na aplicação da nova tabela podem gerar impactos que vão além do ambiente interno. Inconsistências podem afetar diretamente a declaração dos colaboradores junto à Receita Federal, além de provocar passivos fiscais, retrabalho e necessidade de retificações.
A Fiemg ressalta que o cenário atual faz parte de um processo mais amplo de mudanças no sistema tributário brasileiro. Embora a reforma tributária ainda esteja em fase de regulamentação, a atualização da tabela do Imposto de Renda já sinaliza um movimento de adequação das regras fiscais. Por se tratar do primeiro ano com a nova tabela em vigor, a tendência é que ocorram mais inconsistências, o que reforça a necessidade de atenção por parte das empresas.
Dessa forma, a orientação da Fiemg é que as organizações revisem as retenções realizadas desde o início do ano e garantam que os informes de rendimentos sejam emitidos com precisão. Assim, evitam problemas futuros tanto para as empresas quanto para os trabalhadores.
