Sinal de alerta
O vereador Zuza do Socorro (Avante) pediu a suspensão de contrato da Câmara com escritório de advocacia citado em investigação da Polícia Federal. Mesmo sem relação direta com o Legislativo, o pedido chama a atenção e acende o sinal de alerta. O requerimento cita o escritório Prates e Bueno Advocacia, alvo da Polícia Federal, em operação que investiga desvios financeiros milionários do Conselho Federal de Biomedicina. Os advogados foram contratados pela Câmara para revisar o Regimento Interno da Câmara e outros serviços administrativos.
Transparência
O presidente Fernando Linhares (Podemos) adotou tom equilibrado ao reconhecer a pertinência do requerimento do colega, o qual chamou de louvável, mas sem alimentar alarde. Ele garantiu que o pedido do vereador não ficará sem resposta, até porque os documentos do contrato são públicos. Em tempos de vigilância redobrada, transparência é fundamental.
Tom elevado
A temperatura subiu nesta semana após o vereador Vanderlei Miranda (Podemos) ameaçar acionar o Ministério Público de Minas Gerais contra o chefe de Gabinete Gentil Bicalho. A avaliação, nos bastidores, é de que o episódio ultrapassa o campo técnico e inaugura mais uma etapa de embate político entre um vereador e o núcleo do governo.
Tensão
Além disso, a movimentação de Vanderlei Miranda sobre a área do Petrópolis é um recado direto à gestão de Laércio Ribeiro (PT) e sinal de que algo não vai bem. O vereador critica e cobra de Gentil Bicalho, é verdade, mas expõe e atinge o Executivo. Novela tensa que promete render muitos capítulos.
Águas passadas
Belmar Diniz (PT) voltou a criticar a secretária de Educação, Alda Fernandes, na tribuna da Câmara. Alda é aliada próxima de Maria do Sagrado (PT), líder do governo no Legislativo. E Belmar já quis indicar um secretário de Educação. Vale lembrar que águas passadas não movem moinhos e política precisa ser feita pelo coletivo e não por questões pessoais.
Queixas
Parlamentares eleitos pela coligação de Laércio e Dorinha, nesta semana, voltaram a demonstrar insatisfação com a gestão municipal, sobretudo, com alguns secretários. Talvez seja exagerado dizer que “o navio está afundando”, mas é prudente tapar as rachaduras no casco e retomar o leme, pois “já estão fazendo água”. Governar bem é também ficar atento a sinais.
Presidente
As eleições se aproximam e, após anúncio e desistência do experiente Mauri Torres, o filho Tito Torres (PSD) vai mesmo concorrer ao quarto mandato. Fontes muito próximas ao deputado dizem que, caso seja reeleito, ele cogita concorrer à Presidência do parlamento mineiro.

