O comando da 17ª Companhia de Polícia Militar Independente realizou na tarde dessa segunda-feira (2) um café com representantes dos meios de comunicação do Médio Piracicaba. No encontro, os militares esclareceram pontos sobre a divulgação de informações à imprensa sobre as ocorrências policiais registradas na área da unidade, que abrange o município de João Monlevade e mais nove municípios.

O comandante da 17ª Companhia Independente, major Rodrigo Ferreira de Oliveira afirmou que crimes contra a dignidade sexual, teriam apenas informações mínimas. A medida, conforme o major, segue recomendação do Poder Judiciário da comarca de João Monlevade, adotada sob a justificativa de evitar mais sofrimentos às vítimas. Dessa forma, dados como os nomes dos envolvidos, endereços ou o modo como os crimes foram cometidos permanecerão sigilosos.

Em contrapartida, os jornalistas relataram demandas frequentes da comunidade, que costuma cobrar agilidade sobre prisões e autoria de crimes. A Polícia Militar informou que buscará fornecer, sempre que possível, informações essenciais como confirmação de prisão de suspeitos, mas sem detalhes que possam violar sigilos, prejudicar investigações, incriminar inocentes ou expor vítimas.

Responsabilidade e equilíbrio

O major Rodrigo Ferreira de Oliveira usou uma metáfora sobre a difusão de notícias falsas, incompletas ou descontextualizadas. “É como subir um morro e agitar um travesseiro cheio de penas”. Por outro lado, o capitão Marlon Guimarães ressaltou o poder de alcance da imprensa para reverberar casos como os desaparecimentos, sendo uma ferramenta essencial para localizar a vítima rapidamente.

O comandante ainda voltou a enfatizar que telefone 190 deve ser usado para emergências policiais, enquanto o Disque-Denúncia Unificado (DDU) 181 serve para fornecer informações que demandem apuração. Outro esclarecimento foi sobre a aplicação de força moderada em abordados que tentam resistir: o protocolo determina que, em casos extremos, o policial cesse a agressão com os meios que dispuser.

O tenente Ciccarini, presente à reunião, lembrou que as informações divulgadas pela Polícia Militar são as mais acuradas e confiáveis, relatando com a maior precisão possível os fatos ocorridos no contexto da ocorrência policial. As notas da corporação, destacam, são construídas após a coleta inicial dos dados relativos ao caso, evitando informações apressadas, desencontradas ou fantasiosas.

Ao final, a Polícia Militar e imprensa reiteraram a importância da parceria e do diálogo contínuo, visando garantir informações precisas, proteção às vítimas e fortalecimento da confiança da população.