Não é novidade, mas é sempre bom afirmar que o Hospital Margarida é vital para atendimentos de média e alta complexidade em João Monlevade e região. Manter essa engrenagem funcionando exige recursos, boa vontade e união de todos. Já foi divulgado que o custeio mensal da unidade de saúde gira em torno de R$7 milhões. É um valor alto, que impõe desafios permanentes à gestão e evidencia a necessidade de apoio contínuo do poder público em todas as esferas.

Nos últimos meses, através de emendas parlamentares, o Hospital Margarida recebeu recursos fundamentais que ajudam a reforçar o caixa e garantem fôlego para manter serviços essenciais.

Ações assim deveriam ser constantes, porque o Hospital precisa de recursos para salvar vidas. E, dessa forma, deveria estar na agenda permanente dos deputados estaduais e federais que recebem votos na cidade e na região.

E aqui cabe uma reflexão necessária. Ao longo dos anos, muitos parlamentares foram eleitos com votação expressiva em João Monlevade e entorno, mas pouco ou quase nada trouxeram em recursos concretos para a principal unidade hospitalar da região.

Deputados mineiros, independentemente de partido, precisam compreender que apoiar o Hospital Margarida não é favor, mas obrigação moral com os eleitores que confiaram neles. A instituição atende pacientes de várias cidades, desafoga o sistema estadual e evita deslocamentos longos e custosos para centros maiores. Inclusive, a gestão mantenedora tem lutado muito pra se tornar de alta complexidade, o que amplia a prestação de serviços. Assim, seu funcionamento adequado impacta diretamente na qualidade de vida regional.

Além disso, Prefeituras vizinhas que usam o Hospital para atender os cidadãos, precisam ajudar mais, ampliando os repasses financeiros para a instituição. O Hospital Margarida é patrimônio coletivo, não pertence a governos e nem a partidos. Por isso, deve ser defendido com união suprapartidária e compromisso contínuo, também dos municípios da região. O Hospital Margarida precisa de recursos, responsabilidade e presença política efetiva.