Na primeira sessão deliberativa da Câmara dos Deputados em 2026, três dos 45 deputados federais mineiros presentes à sessão, votaram contra a Medida Provisória que institui o programa Gás do Povo. A iniciativa é do governo federal voltada à ampliação do acesso ao gás de cozinha para famílias de baixa renda.

Votaram contra os deputados Eros Biondini, Junio Amaral e Nikolas Ferreira. O parlamentar Lincoln Portela optou pela abstenção. Todos são do (PL-MG).

O programa Gás do Povo tem como objetivo reduzir o impacto do preço do botijão de gás no orçamento das famílias mais vulneráveis, por meio de subsídios e mecanismos de compensação. O alto custo do gás de cozinha é apontado por especialistas como um dos fatores que levam milhares de brasileiros a recorrerem a alternativas perigosas, como o uso de lenha ou álcool, aumentando riscos à saúde e à segurança.

A votação ocorre em um momento de forte debate nacional sobre políticas de combate à pobreza e à desigualdade social. Embora o posicionamento contrário à medida seja um direito legítimo dos parlamentares, a decisão gera repercussão por se tratar de uma proposta com impacto direto na vida da população de baixa renda.

Próximo passo

O texto agora será apreciado no Senado, que tem até o dia 11 de fevereiro para discutir o texto, antes da medida provisória caducar. Caso receba o aval dos senadores, o projeto volta ao Palácio do Planalto para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).