Nesta semana, circularam vídeos que mostram dois estudantes caindo de um ônibus do transporte escolar em movimento em João Monlevade. Enquanto o veículo trafegava, a porta traseira subitamente se abre e os dois alunos caem sobre o asfalto. Felizmente, apenas um deles se feriu, com escoriações superficiais. Mas ficou a preocupação com a segurança do serviço.
A Enscon explicitou o desgaste e o estresse provocados pela indisciplina e pelo vandalismo dentro dos ônibus escolares. Monitores sentem-se tolhidos em seu direito de impor a ordem. Pais respondem com hostilidade e ameaçam trabalhadores. O diretor da concessionária admite que já cogitou abandonar o transporte de estudantes.
A “rota escolar” precisa urgentemente de cuidado. Pela Prefeitura, que contrata e paga pelo serviço. Pela Enscon, que o presta. E pela sociedade, que precisa educar os seus filhos e a si própria para cumprir regras, ter cortesia e respeitar o semelhante. Crianças precisam de amor e de disciplina, de carinho e de instrução, de afeto e de ordem.
Assim, uma sociedade sem base na cordialidade e no respeito mútuo está fadada a falir. O transporte escolar precisa ser tratado com mais esmero, já que é responsável por levar e buscar crianças, que estão em ambiente escolar. Uma viagem sossegada é o princípio do aprendizado e de um futuro mais organizado, produtivo e feliz.
