A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) confirmou que houve prisões em João Monlevade durante a segunda fase da Operação Circuito Fechado, deflagrada entre setembro e outubro em diversas regiões do estado. A ação, que tem como foco o combate à receptação e ao comércio ilegal de fios de cobre e materiais metálicos, resultou em 25 prisões e na apreensão de cerca de 1,4 tonelada de fios, o equivalente a 17 Km do material.
Conforme a anunciado, a operação teve como foco o enfrentamento ao furto e receptação de fios de cobre, crime que afeta diretamente a iluminação pública, o funcionamento de semáforos, telefonia e internet, causando prejuízos a empresas e à população.
Prisões
Segundo informações da corporação, Monlevade está entre as 19 cidades mineiras onde a operação teve desdobramentos. A PM informou que foram realizadas fiscalizações em estabelecimentos suspeitos, além de abordagens a pessoas e veículos. Parte do material apreendido foi encontrado em ferros-velhos e depósitos que não apresentavam documentação de origem dos metais.
A Polícia Militar não detalhou quantos suspeitos foram detidos no município, mas confirmou que houve prisões e apreensões durante as diligências.
Ações em todo o estado
A Operação Circuito Fechado foi conduzida de forma integrada entre a PMMG e o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), com apoio de fiscais municipais e vigilância sanitária. Em todo o estado, 25 pessoas foram presas — sendo 22 em flagrante e 3 por mandado judicial.
As ações resultaram na fiscalização de 527 estabelecimentos, 876 veículos vistoriados e 1,1 mil pessoas abordadas. Foram ainda apreendidas cinco armas de fogo, 942 munições, R$ 14 mil em dinheiro e diversas ferramentas usadas em práticas ilegais.
De acordo com a chefe do Centro de Jornalismo da PMMG, major Layla Brunnela, a operação representa o esforço contínuo das forças de segurança para combater esse tipo de crime. “A Polícia Militar está atenta e atuando de forma cirúrgica contra essa modalidade criminosa que prejudica a qualidade de vida de toda a população. Nossas ações serão contínuas e periódicas em todo o estado.”
O porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Henrique Barcellos, explicou que, além da repressão ao crime, as ações também buscam melhorar as condições de segurança nos locais fiscalizados. “A operação é uma oportunidade de reforçar a segurança contra incêndio em ferros-velhos e depósitos, que são ambientes com alto risco de sinistros.”
Resultados e continuidade
A Operação Circuito Fechado mobilizou 892 militares e 366 viaturas. Dos estabelecimentos fiscalizados pelo Corpo de Bombeiros, 13 foram autuados, sendo cinco por ausência do Auto de Vistoria (AVCB) e oito por falhas nas normas de segurança contra incêndio. Apenas um estabelecimento estava totalmente regular.
Essa foi a segunda fase da operação. A primeira ocorreu em junho e julho nas regiões de Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima e Vespasiano, quando duas pessoas foram presas em flagrante e 220 quilos de fios de cobre foram apreendidos. A PMMG e o CBMMG informaram que as ações continuarão de forma periódica em todo o estado, com o objetivo de desarticular redes criminosas, reduzir furtos de cabos e ampliar a sensação de segurança da população mineira.

