O chamado do prefeito Laércio Ribeiro (PT) por austeridade e prudência não pode ser ignorado. Em reunião com a equipe de governo ontem (9), o chefe do Executivo reiterou o que já vem alertando, sobre a necessidade de cautela com as despesas a partir da queda na arrecadação municipal.
Não se trata de alarmismo, mas de um choque de realidade a partir das próprias projeções da Prefeitura. Em 2025, não será alcançada a meta de R$500 milhões no caixa do município previstos no início do ano.
Dados apresentados em audiência pública mostram que, até setembro, a cidade deixou de arrecadar cerca de R$26 milhões. O sinal de alerta está aceso. Se Monlevade não contiver os gastos agora, corre o risco de cair nas mesmas armadilhas que têm comprometido outras cidades brasileiras.
A administração municipal reitera que pretende honrar compromissos com fornecedores, servidores e contratos em andamento. E é justamente por isso que a cautela não é uma opção, mas uma necessidade.
Neste ano, mais um episódio atinge o município na área econômica. O não pagamento do costumeiro adiantamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) pela ArcelorMittal aos trabalhadores. O anúncio de que o valor será repassado até o primeiro semestre do ano que vem frustra expectativas. A redução de dinheiro circulando desanima o comércio local no fim de ano.
Monlevade precisa agir com cuidado e as ações do governo dependem de disciplina e comprometimento em todas as secretarias.
A população merece transparência sobre quais programas serão preservados, quais cortes estão previstos e como fornecedores e servidores serão priorizados sem injustiças. Por isso, a comunicação é fundamental.
Vale ressaltar que cautela não significa paralisia, tampouco justifica inações. Significa, sim, prudência, inteligente, investimentos assertivos e comunicação clara. Responsabilidade e o choque de realidade precisam pautar os rumos da cidade a partir de agora.
