A multiplicação das bicicletas elétricas em Monlevade gerou debates na reunião da Câmara Municipal de João Monlevade. O tema foi introduzido nas discussões pelo vereador Carlinhos Bicalho (PP), que solicitou uma campanha de informação do público sobre as medidas de segurança para ciclistas. Entre essas precauções, estão o fluxo correto, no mesmo sentido da via, e o uso de capacete e dos equipamentos de proteção.
O parlamentar indicou que muitas empresas estão introduzindo esse tipo de equipamento como um meio de transporte mais simples para seus funcionários. Bicalho lembrou ainda que, em decorrência de seu tamanho e velocidade alcançada, as bicicletas elétricas não são enquadradas pela legislação de trânsito. Por isso, uma campanha de conscientização seria necessária.
Preocupação e riscos
O vereador Belmar Diniz (PT) afirmou estar bastante preocupado com o fluxo de bicicletas na contramão, pois elas devem seguir no mesmo sentido da via. Ao A Notícia, Belmar relatou que quase chocou-se com um adolescente em uma dessas bicicletas dias atrás. O jovem estava na contramão e, ao curvar para entrar numa via, o vereador deparou-se repentinamente com o ciclista. Belmar também citou o problema provocado pelos patinetes elétricos em Belo Horizonte, que exigiu uma regulamentação própria, através de uma lei municipal.
O presidente da Câmara Municipal, Fernando Linhares (Podemos), que é policial civil de profissão, defendeu a realização de campanhas educativas de cumprimento do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e parabenizou Carlinhos pela pauta. Concordando com Belmar, Fernando Linhares afirmou que muitos condutores são menores de idade e que há vários exemplos de imprudência nas ruas. Ele apontou para as limitações na legislação: “Nós não podemos abordar, não podemos apreender, não podemos rebocar. Não podemos fazer nada, temos que torcer. […] É uma bicicleta”, disse. No entanto, Fernando lembrou, todavia, que as bicicletas “motorizadas”, que são adaptadas, são ilegais e podem ser rebocadas para o pátio.

