João Monlevade conviveu, nos últimos 37 dias, com três homicídios consumados. Todos em vias públicas. Após um longo período sem esses crimes, o número é preocupante. Até pouco tempo, a cidade figurava entre as mais seguras de Minas Gerais. Inclusive, com altos índices de resolução de delitos. Mas os últimos casos acendem um alerta sobre a segurança pública que deve ser tratada como prioridade pelas autoridades.
Até o momento, dos três assassinatos registrados, apenas um autor foi preso, mas todos os crimes tiveram os suspeitos identificados. Ressalta-se que a cada crime sem solução, alimenta-se a sensação de impunidade e fragiliza-se a confiança da população nas instituições, além de aumentar a sensação de insegurança.

Apesar disso, o presidente da Câmara, Fernando Linhares (Podemos), que também é investigador da Polícia Civil, pediu serenidade e confiança no trabalho das forças de segurança. Ele usou a tribuna do Legislativo nesta semana e fez um apelo legítimo. Mas é preciso lembrar: a confiança da sociedade só se consolida quando os crimes não ficam impunes.
O combate à criminalidade exige investigação ágil. Para tanto, é importante a integração entre os órgãos de segurança e participação da comunidade, que pode denunciar os suspeitos através de canais que asseguram o anonimato. Além disso, o cidadão precisa sentir que sua cidade é segura e que quem comete crimes será responsabilizado.

Mais do que números, estamos falando de vidas perdidas e famílias enlutadas. João Monlevade não pode se acostumar com a violência. Que os recentes casos sirvam de alerta e que as autoridades reforcem o compromisso de manter nossa cidade no patamar de tranquilidade que sempre a caracterizou. Não se pode normatizar a violência e nem a demora para que a Justiça seja feita.