A Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu nessa quarta-feira (13) a prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão contra um acusado de armazenar e produzir conteúdo de abuso infantil em Itabira. O suspeito preso tem 18 anos, e consigo, foi apreendido vasto material pornográfico.

As informações foram divulgadas à imprensa pelos delegados Cristiana Angelini, Marcelle Bacellar e Adriano Assunção em entrevista coletiva realizada no Departamento Estadual de Combate à Corrupção e Fraudes, em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (14).

As investigações, segundo a Polícia, começaram em julho, quando o Serviço de Inteligência levantou informações sobre os crimes. O serviço de inteligência da PCMG levantou informações sobre o suspeito, que foi identificado ao fazer download das imagens em redes sociais e em sites pornograficos. “Ele apenas armazenava e não compartilhava o material, mas isso já configura crime”, explicou a delegada Marcelle Bacellar. Com as apurações, os policiais conseguiram localizar e qualificar o suspeito. A Polícia Civil solicitou ao Poder Judiciário um mandado de busca e apreensão e outro de prisão.

Além do armazenamento, informou a Polícia, existia a produção do material obsceno envolvendo o suspeito. “Além do armazenamento das imagens, fotos e vídeos de abuso sexual infantil, também havia produção de material do próprio suspeito com uma criança que a gente acreditava, no início das investigações, ser uma criança da família do suspeito”, contou a delegada.

Quando os policiais chegaram, encontraram o homem dormindo. O suspeito morava com uma irmã, e trabalhava em um posto de combustíveis de Itabira. Nenhum membro da família tinha conhecimento dos crimes. Os agentes recolheram um computador e um telefone celular, que foram recolhidos para perícia. Um dos objetivos é tentar identificar outras vítimas da violência.

Vítimas são crianças e da família

A investigação apurou a existência de três vítimas, sendo uma menina, sua prima, de sete anos; um menino, seu irmão, também de sete anos; e um bebê ainda não identificado. A violência contra a garota teria começado há dois anos, enquanto contra o garoto no fim do ano passado. A Polícia Civil realizará verificações mais profundas para descobrir se houve apenas o armazenamento ou também o compartilhamento desse material.

O detido afirmou, em conversa com os policiais que atenderam à ocorrência, que adquire conteúdos através de grupos em aplicativos de troca de mensagens; a Polícia Civil investiga se ele recorreu à deep web (onde pode haver atividades ilícitas na internet). Conforme apresentado na coletiva, ele confirmou as acusações em conversa com os agentes, mas não forneceu todas as fontes do conteúdo criminoso.

A Polícia Civil reafirmou o seu compromisso com a repressão aos crimes contra a infância, reiterando que “a internet não é terra de ninguém”. Ela também conclamou a colaboração dos pais, das famílias, das escolas, dos órgãos públicos e de toda a comunidade para manter as crianças protegidas e afastadas dos abusadores.