Com a chegada do inverno, João Monlevade enfrenta um velho e perigoso inimigo: as queimadas. Nesta época do ano, a vegetação seca se transforma em combustível fácil para o fogo, favorecendo a propagação rápida das chamas, principalmente, em terrenos baldios, áreas de mata e pastagens. O que já seria preocupante pelas condições naturais do clima seco e da baixa umidade, torna-se ainda mais alarmante diante da ação humana.
Infelizmente, os incêndios são provocados, muitas vezes, por puro vandalismo. Essa prática, além de criminosa, representa um grave risco à saúde pública, sem falar na fauna e flora. A fumaça gerada pelas queimadas polui o ar, agrava doenças respiratórias, afeta a visibilidade nas estradas e pode colocar vidas em perigo.
Diante desse cenário, destaca-se o trabalho essencial da Brigada Florestal Voluntária de João Monlevade, instituição que atua sem fins lucrativos e com recursos limitados, mas com uma dedicação admirável. São homens e mulheres que enfrentam o fogo em áreas urbanas, rurais e de preservação ambiental, muitas vezes com equipamentos precários, mas movidos por um forte compromisso com a proteção da vida e da natureza. Além disso, promovem ações de educação ambiental e conscientização, tão fundamentais quanto o combate direto às chamas.
A atuação da Brigada, no entanto, não pode ser vista como solução única para um problema que é coletivo. O poder público precisa reforçar as políticas de prevenção, fiscalização e punição aos infratores. E os cidadãos devem também assumir a responsabilidade, denunciando quem colocar fogo em áreas verdes, cuidando dos terrenos e, principalmente, respeitando o meio ambiente. Queimada é crime. A proteção ambiental é dever de todos.

