A Prefeitura de João Monlevade confirmou ao A Notícia que pediu a retirada do projeto de lei que poderia multar veículos pesados que tentassem fugir do pedágio da BR-381. O texto, enviado ao Legislativo na última reunião antes do recesso dos vereadores, foi proposto pelo próprio Executivo.
A matéria enviada para a Câmara, estabelece punições aos veículos de carga com peso bruto total acima de seis toneladas que usarem as vias urbanas para escaparem ao pagamento da tarifa. A proposta de lei seria votada pelos vereadores em agosto.
A administração municipal afirmou que retirou o projeto “para fazer ajustes pontuais e avaliar melhor a questão da operacionalidade, caso entre em vigor, principalmente com relação a questão da balança e outros pontos operacionais”.
Segundo o Executivo, o texto deve passar por modificações. Outra preocupação alegada pelo governo é o Distrito Industrial, tido como uma das mais promissoras alternativas para a diversificação econômica de João Monlevade. A gestão municipal admite que precisa repensar o projeto e assume a insuficiência do atual Setor de Trânsito e Transportes: “pensar em soluções e encaminhar um projeto único e de forma até concomitante com a reformulação do Settran, que ainda tem muita deficiência para cumprir essa lei”.
Pedágio
A instalação do pedágio no quilômetro 352 da BR-381, entre a MG-123 e o trevo da avenida Armando Fajardo, levantou a preocupação de que muitos motoristas passariam a trafegar pelas vias urbanas para não pagar a tarifa. Entre eles, estariam muitos veículos pesados de carga, que transitariam por ruas estreitas, correndo o risco de bloqueá-las e fazer as edificações trepidarem.
O temor é maior em bairros como o Jacuí e o Centro Industrial, justamente onde a “via alternativa” tem seus pontos mais críticos, como a rua Beira Rio. A divulgação do projeto de lei provocou intensos debates na sociedade monlevadense, com alguns cidadãos criticando a proposta e outros a defendendo nas redes sociais. O valor do pedágio ainda não está definido.

